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Governo dos EUA deixa expirar regulação-chave de centro de dados

Governo dos EUA autoriza fim do FDCEA em setembro sem substituto, ampliando incertezas sobre governança, energia e transparência de centros de dados federais

WASHINGTON DC MAY 06 U.S. President Donald Trump speaks during a military mothers celebration in the East Room of the...
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  • O governo dos Estados Unidos planeja deixar expirar, em setembro, a FDCEA (Federal Data Center Enhancement Act) sem substituição.
  • OMB e GSA não apresentam planos para manter, estender ou substituir a regra, indicando uma postura mais hands-off para a supervisão de centros de dados.
  • FDCEA previa requisitos de eficiência energética e uso de água, além de reporting; não havia financiamento específico para cumprimento.
  • Com o fim da FDCEA, a transparência sobre contratos de data centers federais pode diminuir e a visibilidade de medidas de cibersegurança pode ficar reduzida.
  • Há debate no Congresso sobre novas propostas, mas ainda sem consenso ou plano concreto para substituir a lei.

O governo dos EUA vai deixar expirar, em setembro, a regra que regula operações de centros de dados federais, sem substituição apresentada. A FDCEA, que orienta uso, energia e relatórios, não tem acompanhamento de Congresso ou administração para prorrogação ou substituição.

Representantes da OMB e da GSA não apresentaram planos concretos para manter ou substituir as diretrizes, segundo fontes que falaram à WIRED. A ausência de um caminho claro sinaliza uma gestão mais hands-off sobre a supervisão de data centers federais.

A FDCEA surgiu como desdobramento de esforços de 2010 em diante para consolidar e monitorar centros de dados, visando economia, segurança e uso eficiente de energia. A mudança ocorre em meio ao impulso para IA e à construção de infraestrutura associada.

Especialistas apontam que, sem a FDCEA, ficam menos exigidos critérios sobre eficiência energética e uso de água em centros de dados federais e contratados. A ausência de diretrizes rígidas pode reduzir a visibilidade sobre conformidade e cibersegurança.

Entre os motivos de resistência, há preocupação com impactos de longo prazo sobre dados sensíveis e infraestrutura crítica. Parlamentares que apoiaram a lei em 2023 dizem acompanhar opções para manter a proteção de informações públicas.

A respeito de relatos e planos, o Congresso tem apresentado projetos variados sobre centros de dados, mas nenhum aborda diretamente a substituição da FDCEA. O White House não comentou o assunto; a OMB afirmou apenas que atenderá aos requisitos legais.

O ex-gestor de TI federal e especialistas destacam que o momento atual difere do passado, com o avanço da IA exigindo novas estratégias de governança. A decisão de deixar expirar é vista como alinhada a uma visão mais ágil de desenvolvimento tecnológico.

Registros públicos indicam que, antes de 2010, setores independentes geriam centros de dados federais, com riscos de eficiência e segurança. A Administração Obama iniciou esforços de consolidação, que a FDCEA buscou ampliar após 2014 e 2023.

Estima-se que, até 2030, centros de dados possam representar até 9% do consumo de eletricidade nos EUA, segundo a Electric Power Research Institute. A expectativa alimenta debates sobre gestão, custo e impacto ambiental de novas estruturas.

As autoridades destacam que a mudança não impede a adoção de práticas de segurança. Contudo, a menor pressão regulatória pode reduzir a transparência de contratos, auditorias e investimentos em melhoria de infraestrutura.

A notícia sobre o fim da FDCEA chega em meio a novas propostas de lei relacionadas a impactos ambientais, supervisão de dados e regras para moratórias locais. Acompanharão-se desenvolvimentos para entender impactos práticos.

Fontes que acompanharam o tema afirmam que a transição poderá exigir novas diretrizes ou memorandos administrativos. A situação permanece em aberto enquanto o governo avalia próximos passos.

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