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Imagem negativa de Trump sobe seis pontos entre brasileiros

Imagem negativa de Trump avança entre brasileiros após classificação de CV e PCC como terroristas e novo tarifaço

Outros 27% veem a imagem de Trump como "regular" - (crédito: Divulgação/Casa Branca)
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  • A imagem negativa de Donald Trump entre eleitores brasileiros subiu seis pontos percentuais em um mês, de 39% em maio para 45% em junho.
  • O avanço ocorreu após anúncios de classificação do Comando Vermelho e do Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas, em 28 de maio, e da proposta de novo tarifaço contra o Brasil, em 2 de junho.
  • Outros 27% avaliam a imagem de forma “regular” e 22% permanecem com avaliação positiva.
  • A alta negativa foi mais expressiva entre esquerda não lulista (de 66% para 84%); entre lulistas, 66% veem Trump negativamente.
  • A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre 5 e 8 de junho, com margem de erro de dois pontos percentuais e 95% de confiança; Lula participa do G7 na França, com possibilidade de conversa casual com Trump e foco em evitar novo tarifaço.

A imagem negativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentou entre eleitores brasileiros. Em maio eram 39%, subindo para 45% em junho, segundo a pesquisa Genial/Quaest divulgada pelo Globo. O levantamento ocorreu após anúncios de medidas de segurança pública no Brasil.

A pesquisa aponta que 27% enxerga Trump de forma regular, ante 33% em maio. Já 22% veem a imagem dele de forma positiva. A piora ocorreu após a classificação do CV e do PCC como organizações terroristas, em 28 de maio, e o anúncio de novo tarifaço, em 2 de junho.

Entre os leitores identificados com a esquerda não lulista, a negativa subiu de 66% para 84%. Entre lulistas, 66% avaliam negativamente o presidente. Independentes mantêm 46% a 47% de percepção desfavorável. Direita não bolsonarista fica em 14%.

Contexto político e comportamento nas redes

Entre bolsonaristas, o índice de negativa chegou a 15%, com avanço de três pontos entre maio e junho. A aproximação entre aliados de Bolsonaro e Trump ocorreu nove dias antes da pesquisa, quando Flávio Bolsonaro foi à Casa Branca.

No período, a mobilização de apoiadores no Brasil gerou cerca de 250 mil publicações em 55 mil perfis, com 46% neutras, 29% negativas e 25% positivas, conforme a análise da Arquimedes sobre as redes. As menções favoráveis estiveram associadas a aliados do senador.

A Quaest também questionou a visão sobre os Estados Unidos. 46% respondem ser desfavorável, 39% favorável. Em maio, os percentuais eram de 45% e 40%, respectivamente. Lula viaja à França para a cúpula do G7; encontro com Trump não está confirmado.

Relação entre Brasil e EUA e perspectivas

Apesar da tendência negativa para Trump, 46% defendem que a relação entre Lula e o presidente republicano seja de aliança, 31% preferem manter independência e 9% veem como oposicionismo. No levantamento anterior, o índice de oposição era de 6%.

O peso de declarações sobre possível interferência dos EUA no Brasil também foi avaliado. Metade dos entrevistados teme esse tipo de intervenção, enquanto 40% consideram a preocupação exagerada. O estudo ouviu 2.004 pessoas entre 5 e 8 de junho, com margem de erro de dois pontos percentuais.

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