- Em plenário, o senador Eduardo Girão afirmou que as revelações sobre o escândalo do Banco Master têm o “impacto de uma hecatombe política” e exigem esclarecimentos à sociedade.
- Ele citou reportagens sobre a delação premiada negociada pelo ex-dono do Master, Daniel Vorcaro, atualmente preso, e comentou que a segunda tentativa de delação teria fracassado.
- Girão pediu a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito no Senado para investigar o caso Master e disse que a presidência da Casa estaria emperrando a instalação da CPI.
- O senador criticou ministros do Supremo Tribunal Federal por supostos conflitos de interesse no caso: Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Nunes Marques.
- Ele elogiou o ministro André Mendonça, chamando-o de corajoso e técnico, destacando que ele foca no processo, diferente de outros que teriam dado entrevistas.
Em Plenário nesta segunda-feira (15), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou que as revelações sobre o escândalo do Banco Master possuem o impacto de uma hecatombe política, destacando a necessidade de esclarecimentos à sociedade e de responsabilização de eventuais envolvidos.
Girão mencionou reportagens que, segundo ele, trazem detalhes da delação premiada negociada pelo empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Master, hoje preso na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. O senador afirmou não entender o atraso na continuidade das negociações.
Segundo ele, a primeira tentativa de delação foi rejeitada pela PF por ser incompleta e seletiva, sem provas adicionais relevantes. Na segunda tentativa, teriam surgido novas denúncias com implicações graves.
O congressista cobrou a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito no Senado para investigar o caso Master e acusou a presidência da Casa de dificultar a instalação do colegiado. Também criticou ministros do STF por supostos conflitos de interesse, ressaltando, porém, elogios a um magistrado.
Girão destacou o ministro André Mendonça como exemplo de atuação técnica, ao contrário de outros que, na avaliação dele, teriam dado entrevistas frequentes sobre o processo. A defesa de Mendonça foi apontada como um contraste no cenário institucional.
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