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Suprema Corte dos EUA rejeita ação contra lei de NY que permite processar indústria de armas

Supremo tribunal dos EUA rejeita recurso contra lei de Nova York que autoriza ações civis contra fabricantes, distribuidores e vendedores de armas

Gun safety advocates participate in the March For Our Lives rally in downtown Orlando, Florida, on 11 June 2022.
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  • A Suprema Corte dos EUA rejeitou o recurso da National Shooting Sports Foundation contra a lei de Nova York que permite ações contra fabricantes, atacadistas e revendedores de armas.
  • A corte não abriu a apelação, mantendo a decisão de um tribunal inferior que confirmou a validade da lei, descrita pela própria Nova York como estatuto de Nuisance público.
  • A lei, sancionada em 2021, exige salvaguardas para combater tráfico, furto e “compradores-emprestados” e autoriza ações civis por autoridades estaduais, locais e pelo público.
  • A indústria argumentou que a lei viola a lei federal que protege o comércio lícito de armas; Nova York afirma que a exceção de “predicado” permite responsabilização por atos de terceiros.
  • O recurso contou com apoio da National Rifle Association, de promotores gerais republicanos e de dezenas de membros do Congresso; a decisão não trate diretamente da Segunda Emenda.

O Tribunal Superior dos EUA rejeitou nesta segunda-feira um desafio da indústria de armas à lei de Nova York que permite processar fabricantes, atacadistas e vendedores por colocar em risco a segurança pública com a venda de armas e munição. A decisão confirma a decisão de um tribunal inferior.

A ação foi movida pela National Shooting Sports Foundation (NSSF), grupo setorial da indústria, que contestava a norma, definida pela prefeitura de Nova York como uma peça deresponsabilização pública. Entre as empresas que participaram do recurso estão Smith & Wesson, Ruger, Beretta, Glock, Sig Sauer e Sturm.

A lei de Nova York, sancionada em 2021, exige salvaguardas para combater tráfico, furtos e compradores de uso indevido. Ela também autoriza ações civis por autoridades locais e pelo público. A defesa alegava conflito com a legislação federal.

A cidade sustenta que a norma ajuda a enfrentar a violência com armas, destacando medidas para evitar tráfego e uso indevido. Em defesa, a NSSF argumentou que a lei violaria a proteção prevista pela lei federal de 2005 contra ações civis indevidas contra a indústria.

A corte de apelação do circuito de Manhattan manteve a lei no ano passado, fortalecendo a posição de Nova York. O caso envolveu ainda apoio de associações como o NRA, promotores estaduais republicanos e membros do Congresso.

O recurso não questionava explicitamente a Segunda Emenda nem direitos individuais de possuir armas, mas concentrou-se na compatibilidade entre a lei estadual e a legislação federal vigente. A decisão da Suprema Corte encerra o tema com o veredito de não conhecer do recurso.

  • O contexto legal permanece com Nova York defendendo a jurisprudência de responsabilização em casos de uso indevido de armas.
  • A indústria argumentou que a norma poderia expor empresas a cobranças abusivas por crimes cometidos por terceiros.

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