- O projeto original de L’Enfant previa Washington como obra de arte cívica, com eixos e vistas que conectam o Capitólio e o conjunto governamental.
- No início do século XX, a Comissão McMillan consolidou o Mall e ampliou parques, mantendo a lógica de que a cidade contasse a história dos Estados Unidos.
- O governo de Donald Trump, em seu segundo mandato, propôs mudanças rápidas e expressivas na capital, como um grande salão de baile, um arco do triunfo, um jardim de heróis, um campo de golfe e reformas no Kennedy Center.
- As propostas envolvem reposicionamento de monumentos e novas vistas, ampliando o impacto do eixo Capitol-Washington Monument-Lincoln Memorial e a relação com pontos como Jefferson Memorial e Union Station.
- Historiadores e arquitetos alertam para manter o traço histórico da cidade, temendo que mudanças aceleradas prejudiquem a integração cuidadosa entre as diversas eras e memórias que já compõem o conjunto.
Washington vem sendo planejada de forma cuidadosa há mais de dois séculos. Agora, as propostas do ex-presidente Trump apontam para uma marca própria na capital, em preparação para o 250º aniversário da nação.
As ideias de Trump incluem um salão de festas, um arco triunfal, um jardim de heróis, um campo de golfe e uma renovação do Kennedy Center. A partir dessas propostas, surgem questionamentos sobre o equilíbrio entre história e mudança.
Rodney Mims Cook Jr., presidente designado da Comissão de Belas Artes, afirma que Trump pode ampliar o impacto de L’Enfant na cidade. A comparação seguinte sugere que o legado de Washington pode ganhar novos contornos.
Para críticos, o risco é alterar de forma rápida mudanças que levaram décadas para se consolidar. Historiadores alertam que a capital exige cuidado especial para manter a coesão entre monumentos, vistas e planos históricos.
Origens do plano de L’Enfant
Em 1791, o engenheiro L’Enfant projetou uma capital que contasse a história dos EUA. A visão previa um eixo único que unisse o Capitol, o Monumento e áreas centrais da cidade.
A Comissão do Senado sobre o Plano de Mall, criada em 1901, consolidou parques e restaurou a ideia de Washington como conjunto harmônico. O objetivo era vincular o Mall a novas obras públicas.
A rede de espaços foi ajustada ao longo do tempo, com mudanças como a localização de memoriais e a realocação de vias. O resultado é um plano que inspira a arquitetura cívica atual.
Impactos e perspectivas
A Mall atual busca dialogar com diferentes momentos da história americana. Memorial de Lincoln, Memorial de Jefferson e museus convivem sob uma linha de visão que valoriza a autonomia institucional.
Especialistas destacam que as intervenções devem respeitar a escala urbana e as vistas privilegiadas. Mesmo diante de novas propostas, o conjunto permanece como referência de planejamento cívico.
Pesquisadores lembram que o planejamento original já contemplava a possibilidade de evolução, desde que mantida a clareza entre monumentos e espaços públicos.
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