- A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal retoma, nesta terça-feira (16.jun.2026), o julgamento sobre a prisão preventiva de Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
- O relator, ministro André Mendonça, manteve a prisão preventivamente decretada com base na continuidade das movimentações investigadas pela operação Compliance Zero.
- A Polícia Federal aponta Felipe como operador financeiro central em movimentações patrimoniais e societárias do grupo, incluindo uso de holdings, sociedades de propósito específico e uma operação de notas comerciais de R$ 132,9 milhões pela Infrasolar Holding.
- O julgamento também analisa o voto de Gilmar Mendes, que pediu vista; o ministro costuma questionar prisões preventivas sem fundamentação robusta, e pode influenciar a decisão sobre manter ou relaxar a cautelar.
- A operação Compliance Zero, que apura fraudes no Banco Master, envolve fases desde novembro de 2025 e já resultou em diversas prisões e ações, estando sob avaliação no STF desde dezembro de 2025.
A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal retoma nesta terça-feira (16.jun.2026) o julgamento sobre a prisão preventiva de Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O caso ficou suspenso desde maio, quando o ministro Gilmar Mendes pediu vista. A discussão envolve a decisão de André Mendonça, relator, que converteu a prisão temporária em preventiva.
Segundo a PF, Felipe atua como operador financeiro, com papel central em movimentações patrimoniais e societárias do grupo sob investigação. O relator aponta indícios de continuidade das atividades criminosas mesmo após as fases ostensivas da operação Compliance Zero. Entre os elementos citados estão operações atípicas, uso de holdings e notas de crédito de 132,9 milhões de reais emitidas pela Infrasolar Holding.
A defesa de Vorcaro nega irregularidades e sustenta que as operações foram legais, reguladas e acompanhadas por órgãos de controle. Alega ainda que o empresário colaborou com as investigações e que medidas cautelares diversas da prisão seriam suficientes. A pauta do julgamento envolve a possibilidade de manter a decretação da prisão preventiva.
CONTEXTO: Compliance Zero
As apurações sobre fraudes no Banco Master integram a operação Compliance Zero, iniciada pela PF em novembro de 2025. A atuação abrangeu fases que intensificaram o escrutínio sobre o grupo, com prisões, buscas e bloqueios de ativos. Em março de 2026, Vorcaro voltou a ser detido, com a defesa reiterando pedido por medidas alternativas.
O caso tramita no STF desde dezembro de 2025, sob a condução de diferentes ministros. Em fevereiro de 2026, Mendonça assumiu a relatoria, ampliando o foco sobre indícios de organização criminosa e lavagem de dinheiro para sustentar a preventiva, caso haja risco evidente de reiteração. A análise de eventual delação premiada de Vorcaro está em curso.
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