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Comissão da MP do frete é cancelada e relator rompe acordo com governo

Comissão da MP do frete é cancelada; relator Zé Trovão rompe acordo com o governo e vai protocolar relatório sem acatar pedidos do Planalto

O deputado Zé Trovão, que é caminhoneiro, é o relator da MP que trata do piso mínimo do frete rodoviário
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  • O deputado Zé Trovão, relator da Medida Provisória 1.343 sobre o piso mínimo do frete, disse ter sido pego de surpresa com o cancelamento da comissão especial nesta terça-feira, 16 de junho de 2026, e afirmou que protocolará o texto sem acatar pedidos do governo.
  • A reunião da comissão, que incluiria a eleição do presidente do colegiado e a leitura do relatório, foi cancelada por Paulo Pimenta, que atua na oposição e ocupava a vice-presidência da comissão.
  • O governo havia pedido a retirada de trechos tributários do texto, incluindo um crédito tributário para embarcadores que contratassem caminhoneiros autônomos, para evitar impacto nas contas públicas; em troca, exigia anistia de cerca de 3 milhões de multas e outras mudanças.
  • Segundo Zé Trovão, houve consenso anterior com a base governista, e o acordo foi desfeito após o cancelamento da reunião; ele pretende manter o relatório com as mudanças já discutidas antes.
  • A categoria teme que a MP expire sem votação e indique que pode entrar em greve; o prazo para caducar é 16 de julho, o que aumenta a pressão pela aprovação antes do recesso.

O deputado Zé Trovão, relator da MP 1.343, afirmou ter sido pego de surpresa com o cancelamento da reunião da comissão especial nesta terça (16.jun.2026). O objetivo era ler o relatório e abrir a eleição do presidente do colegiado. O governo também não recebeu a abertura prevista.

Segundo o parlamentar, Paulo Pimenta cancelou a sessão de forma unilateral, interrompendo um acordo entre oposição e governo. Zé Trovão disse que manterá o texto original, sem atender aos pedidos da Executiva, e que protocolará o relatório nesta terça.

O caminhoneiro ressaltou que integrantes do governo também ficaram surpresos com o cancelamento. Ele informou que não houve confirmação sobre motivos da decisão do petista, que participa da liderança da comissão, ainda sem presidente eleito.

O acordo entre as partes previa ajustes para atender ao governo, como a retirada de trechos tributários que criavam crédito para embarcadores que contratarem autônomos. Em contrapartida, o Executivo indicava apoio em pontos considerados essenciais para caminhoneiros.

Pelo entendimento, o governo também apoiaria a eleição de Carlos Fávaro (PSD-MT) para presidir a comissão e facilitaria a leitura do relatório para encaminhar a votação antes da caducidade da MP, prevista para 16 de julho.

Caso não haja votação até o prazo, há risco de a MP caducar e provocar paralisações. Zé Trovão afirmou que a categoria pode aderir a greve caso o texto não avance dentro do tempo remanescente. A notícia também aponta tensão entre base e oposição sobre o andamento do processo.

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