- O procurador-geral da República, Paulo Gonet, rejeitou a segunda proposta de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro.
- A Polícia Federal também recusou o acordo e sinalizou que não há mais espaço para negociação no momento.
- A manifestação da PGR foi apresentada na segunda-feira, 15, e afirma que as informações de Vorcaro não trazem provas novas nem utilidade para as investigações.
- Na semana anterior, a PF já havia chegado à mesma conclusão e avisado a defesa de Vorcaro.
- Mesmo com sugestões de novos fatos pelo banqueiro, as evidências apresentadas não convenceram os investigadores; a primeira proposta já havia sido recusada pela PF e pela PGR.
No Estadão Analisa desta terça-feira, 16, Carlos Andreazza comenta a novela em torno da delação premiada de Daniel Vorcaro. As informações indicam nova rejeição do acordo.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, rejeitou a segunda proposta de delação apresentada por Vorcaro. A decisão ocorreu dias depois da Polícia Federal também ter recusado um acordo com o empresário.
Com isso, os investigadores sinalizam que não há espaço para negociação no momento. A PGR informou nesta segunda-feira, 15, que as informações de Vorcaro não trouxeram provas novas nem utilidade relevante para as investigações.
Situação atual das delações
A PF já havia comunicado à defesa de Vorcaro que não tinha interesse na colaboração proposta. A cada passo, as partes vão ajustando ou descartando elementos do acordo, sem consenso até o momento.
A oitiva pública não foi anunciada e não houve reunião entre as partes para avançar com o acordo. Vorcaro chegou a acrescentar fatos, mas as novas informações não convenceram as autoridades.
Próximos passos
A secretaria de Andreazza reforça que o caso segue sob apuração, sem indicativo de acordo em curso. As investigações permanecem focadas em evidências já apresentadas e em novas provas que venham a surgir.
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