- Gilmar Mendes devolveu os processos sobre as prisões de Felipe Cançado Vorcaro e Henrique Vorcaro, pai e primo do dono do Banco Master, para julgamento presencial da Segunda Turma do STF nesta terça, às 14h.
- Os casos estavam em julgamento virtual da Segunda Turma em maio; com a devolução, a sessão será feita no plenário físico e os votos precisam ser refeitos.
- No plenário virtual já haviam votado o relator André Mendonça e Luiz Fux para manter as prisões; no retorno, cada ministro apresentará novo voto.
- Henrique Vorcaro é apontado como operador financeiro do núcleo criminoso “A Turma”; Felipe Vorcaro seria o beneficiário central de fluxos financeiros ligados ao ex-banqueiro e repassava recursos a Ciro Nogueira.
- A expectativa é que Gilmar proponha prisão domiciliar para Henrique; Mendonça deve manter as evidências novas que complicam a reversão da prisão.
Gilmar Mendes devolveu nesta terça-feira os processos sobre as prisões do pai e do primo do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Os casos voltaram à pauta da Segunda Turma do STF, após o decano pedir vista em maio. A análise ocorrerá hoje, a partir das 14h, em sessão presencial.
Os denunciados são Henrique Vorcaro, apontado como operador financeiro do núcleo criminoso conhecido como A Turma, e Felipe Cançado Vorcaro, suposto beneficiário central de fluxos financeiros vinculados ao ex-banqueiro. A Polícia Federal investiga as fraudes ligadas ao Master.
Os dois foram presos pela PF durante a Operação Compliance Zero. Repasses teriam continuado mesmo após a prisão de Daniel Vorcaro. Felipe é apontado como responsável por pagamentos mensais ao senador Ciro Nogueira, variando entre 300 mil e 500 mil reais.
Desdobramentos
Na retomada do julgamento, a expectativa é que Gilmar Mendes proponha prisão domiciliar para Henrique. Interlocutores de André Mendonça indicam que a reversão da prisão deve permanecer difícil, dada a existência de novas provas contra os envolvidos. Mendonça atua como relator dos casos.
Além de Mendes, Mendonça e Fux, integram a Segunda Turma os ministros Nunes Marques e Dias Toffoli. Este último se declarou suspeito em relação aos casos envolvendo o Master por foro íntimo, não devendo se manifestar.
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