- Governo negocia a retirada da urgência do projeto que reduz a jornada para quarenta horas semanais e elimina a escala 6×1, para destravar a pauta da Câmara.
- O presidente da Câmara, Hugo Motta, informou a decisão em conversa com aliados; a retirada seria anunciada ainda nesta semana.
- O projeto é o único item previsto na agenda da sessão desta terça; o relatório fica com o deputado Leo Prates.
- A urgência concede quarenta e cinco dias para análise pelas casas; a pauta da Câmara está trancada desde trinta de maio.
- Lula quer que fim da 6×1 seja tema de campanha, mas o tema enfrenta resistência no Senado; relação entre Planalto e Senado permanece tensa.
O governo negocia a retirada da urgência do projeto de lei que reduz a jornada para 40 horas semanais e encerra a escala 6×1. A medida poderia destravar a pauta da Câmara dos Deputados, hoje emperrada. A decisão seria comunicada pelo presidente da Casa, Hugo Motta, na manhã desta terça-feira.
De acordo com aliados, Motta indicou que o governo sinalizou a retirada da urgência. A expectativa é que, com o gesto, a Câmara possa abrir espaço para votar outros itens. O projeto tramita com urgência constitucional, o que dava 45 dias para análise.
O texto já tinha como relator o deputado Leo Prates e constava na pauta da sessão desta terça. O Planalto recusava, até então, abrir mão da urgência, para manter pressão sobre o Senado. A expectativa era manter a pressão sobre Davi Alcolumbre.
A pauta da Câmara está bloqueada desde 30 de maio. O governo pretendia empurrar o tema pela urgência até conseguir o apoio do Senado para mudanças futuras. Motta, porém, externou insatisfação com o efeito da urgência no plenário.
Segundo aliados, o movimento de Motta foi visto como um aceno estratégico ao Planalto. O objetivo é evitar que o mesmo texto da PEC sobre 6×1 tenha tramitação paralela, o que geraria debates adicionais. A tensão envolve também a renegociação de dívidas de produtores rurais.
Lula busca transformar o fim da 6×1 em bandeira de campanha, mas enfrenta resistência de Alcolumbre, que não enviou a PEC ao longo da CCJ. A relação entre Executivo e Senado ficou tensa após a recusa da indicação de Jorge Messias ao STF.
Na última semana, Alcolumbre participou de reunião com Guimarães, Durigan e Moretti, sem consenso. A reunião terminou sem acordo, e o Senado só trataria do tema em encontro com Lula. O tema segue sob análise, sem definição de data.
Contexto político
O governo busca destravar votações, especialmente em meio a disputas com o Senado. A retirada da urgência pode facilitar o debate sobre outros itens da pauta. Motta mantém o foco em manter alinhamento com o Planalto.
Próximos passos
Se a urgência for retirada, o projeto pode seguir para votação comum. Caso permaneça, a Câmara poderia pautar apenas temas relacionados a combustíveis, conforme o diagnóstico interno. A decisão final depende de reunião entre líderes e o presidente da Casa.
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