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Mendonça decide destino de Vorcaro após PGR rejeitar segunda delação

Mendonça decide destino prisional de Vorcaro após rejeição da delação pela PGR, com transferência provável para a Papuda

Ministro André Mendonça durante sessão plenária do STF
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  • O ministro André Mendonça, relator do Caso Master no STF, vai decidir o destino prisional de Daniel Vorcaro nos próximos dias.
  • A decisão ocorre após a Procuradoria-Geral da República rejeitar a segunda proposta de delação premiada apresentada pela defesa.
  • Vorcaro está preso desde 4 de março no âmbito da Operação Compliance Zero e permanece em cela especial na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, com possibilidade de transferência para a Papuda.
  • A PGR também se manifestou contra a domiciliar para o ex-banqueiro no mesmo dia em que rejeitou a delação.
  • A defesa afirma que a nova versão da delação reúne fatos inéditos, incluindo relatos sobre relações com autoridades dos Três Poderes, enquanto investigadores afirmam que o material não justificava os benefícios de um acordo.

O ministro André Mendonça, relator do Caso Master no STF, vai decidir nos próximos dias o destino prisional de Daniel Vorcaro. A definição vem após a PGR rejeitar a segunda proposta de delação apresentada pela defesa do empresário. Vorcaro está preso desde 4 de março, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

A possibilidade é de transferência do empresário de uma cela especial para uma unidade prisional comum, com expectativa de que possa ir para a Papuda, caso as tratativas de colaboração cheguem ao fim. Interlocutores próximos ao caso afirmam que a mudança não será automática, dependendo do encerramento formal das negociações.

No mesmo dia da rejeição da nova delação, a PGR também se manifestou contrária à domiciliar para Vorcaro. A operação que o envolve é a Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master.

Motivos da rejeição

A PGR acompanhou o entendimento da Polícia Federal de que as informações apresentadas não justificavam os benefícios de um acordo de colaboração premiada. A avaliação é de que o material não continha elementos suficientes e omitira dados relevantes já identificados pela investigação.

A defesa apresentou uma nova versão da proposta entre 1º e 2 de junho, ampliando o escopo e incluindo relatos sobre relações do empresário com autoridades dos Três Poderes. Entre os pontos, estaria o financiamento de filme e repasses a parlamentares, o que não foi considerado suficiente para homologação.

A primeira proposta já havia sido rejeitada pela PF em maio, com avaliação de que os relatos eram genéricos e não traziam fatos novos indispensáveis à colaboração. A defesa sustenta que a versão reformulada traz fatos inéditos e informações adicionais.

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