- O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a defesa de Jair Bolsonaro explique, em vinte e quatro horas, como uma arma de fogo do ex-presidente foi encontrada com um militar durante uma blitz em Taguatinga, no Distrito Federal.
- A pistola foi localizada na noite da última segunda-feira, quinze, com o sargento Estácio Leite, que integra a equipe de oito assessores a que Bolsonaro tem direito.
- Em depoimento, o sargento afirmou que a arma pertencia a Jair Bolsonaro, que a retirou para realizar reparo e que a devolveria no dia seguinte ao conserto.
- Segundo pessoas próximas ao ex-presidente, a pistola não estaria funcionando. Bolsonaro segue em prisão domiciliar, condenado pela tentativa de golpe de estado.
- Moraes quer entender a razão pela qual o condenado mantinha a arma em casa com carregador sobressalente e por que, às vésperas do encerramento da prisão domiciliar humanitária, houve o pedido de reparo.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou um prazo de 24 horas para a defesa de Jair Bolsonaro explicar a origem de uma arma de fogo apreendida durante uma blitz da Polícia Militar em Taguatinga (DF). A pistola foi localizada na noite da última segunda-feira (15) com o sargento Estácio Leite, que integra a equipe de oito assessores do ex-presidente.
Em depoimento, o militar afirmou que o armamento pertencia a Jair Bolsonaro e que o retirou para realizar reparos, com a entrega prevista para o dia seguinte. Segundo apurações, ele também informou que o conserto seria feito em veículo apropriado.
Bolsonaro segue em prisão domiciliar, condenado pela tentativa de golpe de estado. Moraes questiona a necessidade de manter a arma em casa, com carregador sobressalente, e o motivo da solicitação de reparo às vésperas do encerramento do regime de prisão domiciliar humanitária.
Ato processual e próximos passos
A decisão de Moraes fixa o prazo de 24 horas para a defesa apresentar explicações formais.
As informações serão usadas para esclarecer as circunstâncias da posse da arma e a relação com o regime de prisão domiciliar, sem emitir julgamentos ou opiniões sobre o mérito do caso.
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