- O servidor comissionado do Senado, Caio Ericson Ferraz Pontes de Mello, vai a júri popular seis anos após o acidente.
- Ele é acusado de atropelar e arrastar por cerca de quatro quilômetros uma jovem de dezoito anos, Paula Thais Oliveira, em agosto de 2020, no Lago Sul, em Brasília.
- A vítima teve mão amputada, fraturas graves e ficou 38 dias internada, sendo 10 na UTI; o acidente ocorreu após a moto em que a jovem estava colidir com o veículo.
- Segundo a denúncia, Caio Ericson dirigia sob efeito de álcool e drogas e a 104 quilômetros por hora; o motorista teria deixado o local sem socorro.
- Mesmo respondendo ao processo em liberdade, ele continua atuando no Senado, com remuneração de cerca de R$ 8 mil, e o Senado afirmou que pode tomar medidas administrativas conforme o resultado do processo.
Seis anos depois do acidente que deixou sequelas graves na vítima, o servidor comissionado do Senado Federal Caio Ericson Ferraz Pontes de Mello será submetido a júri popular. Ele responde por tentativa de homicídio no caso que aconteceu em agosto de 2020, no Lago Sul, Distrito Federal.
A vítima, Paula Thais Oliveira, 18 anos à época, seguia na garupa de uma motocicleta conduzida pelo namorado, de 20 anos. O casal deixava uma lanchonete e seguiam em direção a São Sebastião quando, por volta das 2h30, na QI 19, o veículo Volkswagen Up atingiu a moto. Paula ficou presa ao capô e foi arrastada por cerca de quatro quilômetros até a QI 23. O motorista deixou o local sem prestar socorro.
A jovem sofreu ferimentos gravíssimos, incluindo a perda da mão esquerda, fraturas extensas e lesões múltiplas. Ela permaneceu internada 38 dias, sendo 10 dias na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital de Base, em Brasília.
Segundo a denúncia do Ministério Público, Caio Ericson dirigia sob efeito de álcool e drogas, a 104 quilômetros por hora no momento da colisão. A promotoria sustenta que a conduta caracteriza tentativa de homicídio, tese acolhida pela Justiça para encaminhar o caso ao Tribunal do Júri.
Mesmo respondendo em liberdade, Caio Ericson continua exercendo cargo comissionado no Senado Federal, atuando no gabinete de um senador e recebendo aproximadamente R$ 8 mil de salário.
Posição do Senado
O Senado informou que a investidura e a permanência em cargo em comissão dependem da conveniência da autoridade competente, conforme legislação e princípios da Administração Pública. A nota afirma que ação penal em curso não enseja automaticamente afastamento, devendo a Administração avaliar o caso individualmente.
Ao ser notificado das decisões judiciais, o Senado atua conforme o desfecho do processo. Caso haja decisão condenatória transitada em julgado ou determinação específica, poderão ser adotadas medidas administrativas cabíveis.
A defesa de Caio Ericson não foi localizada pela coluna. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.
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