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STF mantém prisão do pai de Daniel Vorcaro por 3 a 1

STF mantém prisão preventiva de Henrique Vorcaro por três votos a um, apesar da divergência de Gilmar Mendes; PF aponta atuação financeira do núcleo ‘A Turma’

Sessão da Segunda Turma do STF (Rosinei Coutinho/STF)
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  • A Segunda Turma do STF decidiu, por três votos a um, manter a prisão preventiva do empresário Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro.
  • O ministro Gilmar Mendes abriu divergência, defendendo a prisão domiciliar, mas a maioria ficou com o relator André Mendonça, acompanhado por Luiz Fux e Nunes Marques.
  • O julgamento, iniciado no plenário virtual, foi suspenso por pedido de vista de Gilmar Mendes e retomado nesta terça, quando a divergência de Mendes ocorreu e a maioria foi fechar com a manutenção da prisão.
  • Henrique Vorcaro foi preso em maio, na sexta fase da Operação Compliance Zero, que apura fraudes envolvendo o Master.
  • A Polícia Federal apontou Vorcaro como demandante, beneficiário e operador financeiro do núcleo “A Turma”, grupo ligado a ameaças, intimidações e uso de dados sigilosos para sustentar as atividades ilícitas.

A Segunda Turma do STF manteve, por três votos a um, a prisão preventiva do empresário Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão ocorreu no âmbito da Operação Compliance Zero, ligada a fraudes envolvendo o Master.

O relator André Mendonça votou pela preservação da prisão. Luiz Fux e Nunes Marques acompanharam o relator, formando a maioria. Gilmar Mendes abriu divergência, defendendo a prisão domiciliar para Vorcaro.

O julgamento começou no plenário virtual e foi interrompido por um pedido de vista de Mendes. Ao retomar hoje, a divergência de Mendes foi consolidada, com Nunes Marques fechando a maioria.

Contexto da prisão e apontações da PF

Vorcaro foi preso em maio, na sexta fase da operação, que mira irregularidades ligadas ao Master. A Polícia Federal descreve o empresário como responsável por emitir ordens e financiar o núcleo conhecido como A Turma.

Segundo a PF, Vorcaro atuava em conjunto com o filho, em posição de colaboração direta, solicitando e recebendo serviços ilícitos. A apuração aponta ainda atuação autônoma na engrenagem financeira que sustenta o grupo.

A polícia descreve A Turma como grupo dedicado a ameaças, intimidações presenciais, coerções, levantamentos clandestinos e acessos indevidos a sistemas governamentais.

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