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Defesa de Bolsonaro tem prazo até hoje para explicar pistola apreendida em blitz

Defesa de Bolsonaro tem até hoje para explicar apreensão de pistola Glock em blitz; arma seria dele e estava sem documentação

Jair Bolsonaro deixa hospital no domingo, 14 de setembro de 2025 (Foto: REUTERS/Diego Herculano)
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  • A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro tem até a tarde desta quarta para esclarecer a apreensão de uma pistola Glock 9 mm durante uma blitz de bafômetro.
  • O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, pediu explicações sobre por que Bolsonaro mantinha a arma em casa e sobre o pedido de reparo feito pouco antes do fim do regime de prisão domiciliar.
  • O Exército confirmou que a pistola recolhida pela Polícia Civil pertence ao ex-presidente, com carregador sobressalente.
  • O armamento foi encontrado com um sargento que alegou atuar no Gabinete de Segurança Institucional e que pretendia reparar o percussor; ele prometeu devolver a arma.
  • O boletim de ocorrência aponta que a apreensão ocorreu por ausência de documentação e registro, com o sargento sendo apontado como envolvido no caso.

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro tem até a tarde desta quarta para esclarecer a apreensão da pistola que estava com ele durante uma blitz de bafômetro na noite de segunda-feira. O Ministério Publico e o STF cobram explicações sobre por que o ex-chefe do Executivo mantinha arma em casa e por que pediu que o armamento fosse reparado às vésperas do fim de seu regime de prisão domiciliar.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, determinou que o advogado Celso Vilardi, que representa Bolsonaro, explique a motivação da posse e o motivo do reparo. Vilardi foi intimado por mensagem, com prazo de 24 horas para resposta.

A arma, uma pistola Glock 9 mm com carregador sobressalente, foi recolhida pela Polícia Civil do Distrito Federal na noite de segunda. A apreensão ocorreu menos de 10 dias antes do término do regime de 90 dias de prisão domiciliar humanitária para Bolsonaro, previsto para Justiça, em decorrência de um quadro de broncopneumonia.

Detalhes da ocorrência

Segundo a Polícia Civil, um sargento identificado como integrante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência de CBF afirmou que a pistola era dele. Ele declarou ter retirado o armamento do veículo para conserto do percussor e prometeu devolvê-lo nesta terça.

Confrontos entre depoimentos aparecem no boletim. O agente que abordou o veículo declarou que o sargento, ao perceber a arma no assoalho, fechou o vidro do carro. O policial, ao confirmar a ausência de registro da arma em nome do sargento, informou que a pistola pertencia a Bolsonaro e ficava no carro.

Contexto da apreensão

No documento, a arma foi apreendida por falta de documentação compatível para porte. O sargento não possuía Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF) e, por isso, houve o recolhimento. O ex-presidente aparece como envolvido no boletim de ocorrência, mas a natureza exata da relação entre o militar e Bolsonaro ainda é objeto de apuração.

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