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Kash Patel acusado de direcionar US$ 1 milhão a fundo para bônus de agentes leais

Patel é acusado de direcionar mais de US$ 1 milhão a um “fundo paralelo” para bônus a agentes leais, com pagamentos recorrentes sob investigação federal

Kash Patel, the FBI director, attends a roundtable discussion at the Department of Justice headquarters in Washington DC, on 11 June 2026.
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  • O diretor do FBI, Kash Patel, é acusado de direcionar mais de US$ 1 milhão em pagamentos de bônus com recursos públicos para um pequeno grupo de agentes leais, formando um “fundo paralelo” potencialmente irregular.
  • Segundo o representante Jamie Raskin, alguns agentes recebiam quase US$ 8 mil a cada duas semanas, mesmo com o teto salarial federal, e ao menos cinco pagamentos consecutivos teriam totalizado perto de US$ 40 mil por pessoa.
  • O ritmo dos pagamentos foi tão rápido que as contas de reserva usadas para bônus ficaram sem dinheiro, gerando alguns pagamentos devolvidos por falta de fundos.
  • Raskin pediu ao FBI, em carta de 15 de junho, esclarecimentos sobre o montante desse suposto fundo, quem recebeu os pagamentos e se houve legalidade nas operações.
  • Os beneficiários teriam atuado na “Director’s Advisory Team”, criada em 2025 para examinar documentos internos, e há relatos sobre uma possível agenda política por trás de demissões de agentes e de uma “payback squad”.

Kash Patel, diretor do FBI, é acusado de ter dirigido mais de US$ 1 milhão em pagamentos de bônus financiados com recursos públicos a um pequeno círculo de agentes leais, em um suposto “fundo pessoal” que pode ter violado a lei federal. A denúncia partiu do representante Jamie Raskin, democrata de Maryland e vice-líder da comissão judiciária da Câmara de Representantes.

Segundo informações obtidas pela comissão de judiciária da Câmara, alguns agentes teriam recebido quase US$ 8 mil a cada duas semanas, apesar do teto salarial federal. O conjunto de pagamentos recorrentes teria gerado cerca de US$ 40 mil por pessoa para alguns integrantes, com fluxo tão intenso que contas reservas do FBI teriam ficado vazias.

O grupo beneficiado, aponta Raskin, era composto por agentes da chamada Director’s Advisory Team, criada em 2025 para examinar documentos internos e supostamente expor e desacreditar oficiais que investigaram Trump e aliados. A prática seria de pagamentos repetidos dentro do círculo próximo de Patel.

Contexto e desdobramentos

Relatos de maio indicam que a equipe interna era apelidada de “payback squad”, segundo a imprensa, com alegações sobre casos de uso político de processos. Em meio a questionamentos sobre conduta jornalística, Patel negou, em audiência de 12 de maio, que funcionários do FBI tenham sido submetidos a polygraph tests para identificar interlocutores da imprensa.

A carta de Raskin também sugere que os pagamentos teriam finalidade de manter em silêncio testemunhas de conduta privada de Patel, citando reportagens que mencionam comportamento irregular. O texto aponta ainda que Patel moveu uma ação de difamação de US$ 250 milhões contra a Atlantic e a repórter Sarah Fitzpatrick, referente a matérias sobre consumo de álcool e ausências.

O documento detalha demissões consideradas políticas, entre elas a do ex-diretor interino Brian Driscoll, de agentes de contrainteligência que acompanhavam ameaças iranianas e de imprensa, além de outros 12 agentes, dias antes de ataques militares dos EUA contra o Irã. Raskin deu a Patel prazo até 29 de junho para apresentar um levantamento completo dos pagamentos, identificando beneficiários e comunicações internas sobre a legalidade.

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