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Mãe italiana processa Meta e TikTok após morte da filha

Primeira ação coletiva na Itália contra Meta e TikTok acusa negligência de algoritmos que expõem menores a conteúdos de automutilação, após morte de menina de 12 anos

Irene Roggero Ugues, cuja filha de 12 anos tirou a própria vida em 2024, segura um livreto ilustrado sobre a exposição dos adolescentes às redes sociais durante uma entrevista à Reuters em um café em Asti, na Itália, em 28 de maio de 2026 REUTERS/Claudia Greco
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  • Familia italiana move ação coletiva contra Meta (Instagram, Facebook) e TikTok, alegando negligência e exposição de menores a conteúdos de automutilação.
  • Rossella, 12 anos, passou a consumir mais conteúdo relacionado à depressão após setembro de 2023, inclusive mantendo perfil secreto no Instagram, segundo os pais.
  • Eles afirmam que o algoritmo das redes continuou sugerindo esse conteúdo por meses, levando à morte da menina cerca de cinco meses após o início do padrão.
  • As empresas negam as acusações, afirmando tomar medidas para proteger jovens, remover conteúdo prejudicial e orientar famílias na gestão de contas.
  • TikTok destaca remoção de mais de 99% do conteúdo que viola diretrizes de saúde mental, enquanto a Meta cita recursos de proteção para adolescentes e afirma que a saúde mental é influenciada por vários fatores.

Em Asti, Itália, familiares de Rossella Roggero Ugues entraram com uma ação coletiva contra Meta e TikTok, alegando negligência das redes sociais na exposição de menores a conteúdos de automutilação. A família alega que a plataforma alimentou o interesse da menina pela depressão antes de seu suicídio aos 12 anos.

Os pais afirmam que Rossella passou a buscar conteúdos de depressão a partir de setembro de 2023, e que os algoritmos manteram essa linha de conteúdo por meses. Após a morte, descobriram que a jovem tinha um perfil secreto no Instagram com o código gráfico do nome.

O processo, descrito como a primeira ação coletiva na Itália contra as grandes redes, questiona limites de acesso infantil e demanda maior conscientização sobre riscos. As famílias buscam responsabilização das empresas e mudanças regulatórias.

A Meta nega que seus serviços sejam nocivos aos jovens, afirmando que medidas de proteção já existem, como contas para adolescentes e recursos de controle parental. A empresa destaca remoção de conteúdo prejudicial e apoio às famílias.

O TikTok afirma aplicar diretrizes de saúde mental, removendo a maior parte do conteúdo que viola regras e investindo em segurança para diversificar recomendações, bloqueando buscas prejudiciais e conectando usuários a linhas de ajuda locais.

Questionada sobre o papel do Instagram no caso, a Meta disse que não comentaria durante o processo, ressaltando que a saúde mental depende de múltiplos fatores, do uso da plataforma e do envolvimento dos pais.

Irene descreve a morte de Rossella como uma doença repentina que deixou os pais impotentes. Ela diz que, sem o algoritmo, o sofrimento da filha poderia ter seguido um caminho diferente, mas não apresenta conclusão sobre as causas.

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