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Administração Trump realoca US$ 352 milhões para salão de baile da Casa Branca

Readequação de recursos do Serviço Secreto para o salão da Casa Branca alimenta debate sobre financiamento privado e transparência do projeto

Donald Trump at the site of ongoing construction of the planned White House ballroom on 19 May 2026.
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  • A administração Trump redirecionou 352 milhões de dólares federais, originalmente destinados ao Serviço Secreto, para o projeto do Salão de Banquetes da Casa Branca, conhecido como East Wing Modernization Project, apesar de promessas de financiamento privado.
  • Cerca de 340,8 milhões de dólares foram destinados à conta “Procurement, Construction, and Improvements” em 12 de junho; outra conta chamada “Operations and Support” acrescentou 10,75 milhões no mesmo dia (dados do banco de dados da OMB).
  • O Congresso havia recusado, anteriormente, disponibilizar 1 bilhão de dólares para o projeto, alegando prioridade a melhorias de segurança.
  • O governo sustenta que o projeto é necessário para a segurança do presidente e das instalações, apontando custos estimados em cerca de 400 milhões de dólares com doações privadas; documentos internos indicam uso público de recursos liberados, além de contribuições privadas, com custos totais que podem chegar a 600 milhões.
  • A operação gerou controvérsia entre legisladores e observadores, com críticas de senadores como Thom Tillis e Brian Schatz, além de questionamentos sobre a transparência e a origem dos recursos para a obra.

O governo de Donald Trump redirecionou, sem anúncio público, 352 milhões de dólares de fundos federais destinados ao Serviço Secreto para financiar o projeto do salão de festas da Casa Branca, segundo documentos oficiais. A transferência acontece em meio a promessas anteriores de financiamento privado.

Os recursos foram retirados da Lei One Big Beautiful Bill, aprovada no ano passado. A lei determina que o dinheiro seja utilizado apenas para pessoal, treinamentos, tecnologia e custos relacionados ao Serviço Secreto, não para construção.

About 340,8 milhões de dólares foram cadastrados numa conta denominada Procurement, Construction, and Improvements em 12 de junho, conforme o banco de dados da Office of Management and Budget (OMB). Outra conta, Operations and Support, recebeu mais 10,75 milhões no mesmo dia.

Mudança de tema: legitimidade e contencioso

A movimentação ocorreu depois que o Congresso recusou-se a liberar 1 bilhão de dólares para o que o governo chama de East Wing Modernization Project, o salão de 90 mil pés quadrados erguidos onde ficava o East Wing demolido.

O governo sustenta que as medidas são necessárias para melhorias de segurança, citando ameaças recentes, como um suposto ataque planejado ao evento UFC Freedom 250 na alameda sul da Casa Branca.

Davis Ingle, porta-voz da Casa Branca, afirmou que o East Wing Modernization Project está ligado à segurança do presidente e à infraestrutura de segurança. Segundo ele, o projeto receberá cerca de 400 milhões de dólares de financiamentos privados.

Reações de legisladores e custos estimados

Alguns legisladores rejeitaram a explicação. O senador Thom Tillis, Republicano, afirmou que a medida é problemática e questionou a forma de financiamento do East Wing. O senador Brian Schatz, Democrata, também indicou dúvidas sobre a origem dos recursos.

A controvérsia sobre quem paga pelo projeto já vinha em debate desde o anúncio, em julho de 2025, quando o custo inicial foi estimado em 200 milhões de dólares. Posteriormente, o valor estimado subiu para cerca de 400 milhões, com afirmações de financiamento privado.

Perspectivas e avaliações sobre o financiamento

Relatórios do Washington Post citam registros internos da Clark Construction, responsável pela obra, apontando planos que combinam recursos públicos — 155 milhões da Secret Service, 149 milhões do White House Military Office e 3 milhões do executive residence — com contribuições privadas. A estimativa total pode chegar a 600 milhões de dólares.

Observadores e organizações de fiscalização alertaram para riscos de corrupção devido a doações de grandes empresas. Entre os doadores mencionados estão Meta, Coinbase e Lockheed Martin, que possuem interesses regulados pelo governo federal.

A construção do salão permanece sob questionamento jurídico, após decisão de um juiz federal de que a administração pode ter excedido sua autoridade ao demolir o East Wing sem aprovação do Congresso.

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