- No dia 18 de junho, a Polícia Federal deflagrou a nona fase da Operação Compliance Zero; o empresário Augusto Ferreira Lima e o senador Jaques Wagner são alvos de busca e apreensão.
- Lima é ex-sócio de Daniel Vorcaro e transferiu empreendimentos de luxo da Terra Firme Realty S.A. para a OR, empresa do grupo Novonor.
- A operação envolve movimentação ocorrida em outubro de 2025, quando o Banco Master já caminhava para o colapso, após o Banco Central ter barrado a venda da instituição ao BRB meses antes.
- Lima já foi detido na primeira fase da operação e ficou 11 dias preso; hoje está monitorado por tornozeleira eletrônica.
- Além do Master, ele controlava o Banco Pleno, liquidado pelo Banco Central em fevereiro; ele enfrenta cobrança de 247 milhões no Tribunal de Justiça de São Paulo e teve bens bloqueados em abril de 2025, incluindo 112 milhões na Reag Trust.
Oito alvos da nona fase da Operação Compliance Zero foram identificados pela Polícia Federal nesta quinta-feira, 18 de junho. Entre eles está Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, e o senador Jaques Wagner (PT-BA). A ação envolve buscas e apreensões determinadas no novo desdobramento da investigação que mira irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master.
Augusto Lima foi o principal alvo, segundo apuração, e teve participação na transferência de ativos para a OR, empresa do grupo Novonor, ligado ao setor imobiliário. A operação também cita a Terra Firme Realty S.A., holding ligada a Lima, bem como dois empreendimentos de luxo na Bahia.
A deflagração foi realizada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira, 18 de junho. Wagner, líder do governo no Senado, também está entre os investigados e, segundo o Ministério Público, participou de movimentações relacionadas ao caso.
Desdobramento da operação
Segundo informações apuradas pela imprensa, Lima foi detido na primeira fase da Compliance Zero e permaneceu preso por 11 dias entre novembro de 2025. Ele recebeu habeas corpus do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, mas continua monitorado por tornozeleira eletrônica.
A investigação aponta ainda que Lima foi controlador do Banco Pleno, que teve liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em fevereiro. Em abril de 2025, a Justiça de São Paulo bloqueou bens do empresário.
O Ministério Público também moveu uma cobrança administrativa de 247 milhões de reais contra Lima e outros sócios do grupo do Banco Master, protocolada no Foro de São Paulo em dezembro de 2025. Em janeiro de 2026, o fundo Reag Trust, ligado a Lima, foi liquidado pelo Banco Central, na sequência de outras medidas da Compliance Zero.
Casado com Flávia Péres, ex-ministra do governo Bolsonaro, Lima aparece como figura central em várias movimentações envolvendo ativos, holdings e instituições financeiras sob fiscalização. Os desdobramentos continuam a ser apurados pela PF e pela Justiça, com novos atos previstos.
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