- O ministro José Guimarães afirmou, em Aracaju, que as investigações da Polícia Federal sobre as fraudes do Banco Master devem ocorrer “doa a quem doer”, reforçando autonomia da PF.
- A nona fase da Operação Compliance Zero investiga vínculos de Jaques Wagner com o esquema, incluindo apreensão de US$ 55 mil e 33,5 mil euros em endereços relacionados ao senador.
- Guimarães atribuiu a responsabilidade ao governo anterior e disse que a PF tem autonomia para investigar, destacando que o governo recebe as ações com naturalidade.
- Wagner terá proteção institucional e o direito de se defender diante dos indícios apresentados pela PF; o governo defende investigações rigorosas e imparciais.
- Internamente, há debate sobre substituir Wagner na liderança do governo no Senado para reduzir desgastes eleitorais, com possível substituto o senador Camilo Santana.
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães, afirmou que as investigações da Polícia Federal (PF) sobre o caso do Banco Master devem seguir adiante, independentemente de quem seja o alvo. A declaração ocorreu em Aracaju (SE) nesta quinta-feira, 18, em entrevista coletiva. A PF cumpre a nona fase da operação Compliance Zero, com buscas em endereços ligados a Jaques Wagner, líder do governo no Senado.
Guimarães ressaltou a autonomia da PF para investigar e afirmou que o governo recebe as ações com naturalidade. O ministro destacou que a orientação da gestão é apurar tudo com rigor e transparência, mantendo a PF livre para atuar sem interferência política.
Ele garantiu proteção institucional a Jaques Wagner, caso haja necessidade de defesa durante as apurações. O senador baiano é um dos investigados no esquema do Master, segundo as denúncias em apuração.
O que envolve a investigação
A PF investiga vínculos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a possível participação de Wagner no suposto esquema. A apuração aponta a existência de um imóvel avaliado em 2,5 milhões de reais e pagamentos de propina somando 3,5 milhões de reais por meio de uma empresa ligada a familiares do senador.
Os investigadores tentam confirmar se Wagner utilizou a atuação parlamentar para defender pautas do Banco Master no Congresso. Há indícios de tratativas com Augusto Ferreira Lima, ex-sócio da instituição, sobre propostas alinhadas aos interesses do banco.
A operação também aponta apreensões de valores no exterior, com US$ 55 mil e 33,5 mil euros encontrados em endereços ligados a Wagner. A soma convertida em reais representa aproximadamente 485 mil reais.
Contexto político
A defesa de Wagner nega irregularidades e afirma acompanhar as investigações com tranquilidade. Em meio à apuração, uma ala do governo tem defendido que o líder do governo no Senado se afaste do cargo para evitar desgastes em ano eleitoral. Um possível substituto já é cogitado internamente.
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