- A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, defende reformular o papel do Judiciário para aproximá-lo da sociedade e tornar a Justiça mais humana, preventiva e democrática.
- Ela afirmou que o desafio é colocar todo o poder do Estado a serviço da cidadania e destacou a participação popular como fonte de mudanças institucionais, citando a Lei da Ficha Limpa.
- Disse que um Judiciário forte, independente, ético e presente é condição essencial para a democracia.
- Defendeu a presença física de magistrados nas comunidades para tornar a Justiça mais próxima da população, com o juiz acessível e capaz de ouvir a realidade das pessoas.
- Observou que o Judiciário ganhou nova dimensão com o Estado Democrático de Direito e pediu comunicação mais clara e transparente com a sociedade, para transformar direitos constitucionais em garantias reais.
A ministra Cármen Lúcia, do STF, pediu nesta sexta-feira que o Judiciário seja reformulado para se aproximar da sociedade, com foco em uma Justiça mais humana, preventiva e democrática. O debate ocorreu durante o seminário A Justiça do Amanhã, no Museu do Amanhã.
Ela argumentou que a transformação não depende apenas do Judiciário, mas de colocar todos os poderes do Estado a serviço da cidadania. A valorização da participação popular foi citada como motor de mudanças institucionais, citando a Lei da Ficha Limpa como exemplo.
Segundo a ministra, um Judiciário forte, independente, ético e presente é condição essencial para a democracia. A presença física de magistrados nas comunidades é apresentada como elemento-chave para uma Justiça mais acessível e próxima do cotidiano das pessoas.
Cármen Lúcia destacou que a atuação do Judiciário ganhou nova dimensão com o Estado Democrático de Direito, ressaltando que direitos constitucionais devem virar garantias efetivas na prática. A aspirção é transformar a Constituição em vida social, não apenas em conteúdo teórico.
Ela enfatizou a necessidade de o Judiciário dialogar mais com a sociedade, adotando linguagem clara e transparência. A proposta é ampliar a comunicação institucional para explicar decisões e processos de forma compreensível ao público.
A ministra também defendeu a construção de uma Justiça que ouça a realidade das pessoas que procuram o Estado, destacando que a legitimidade do sistema depende da confiança da população no funcionamento do Judiciário.
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