- O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, afirmou que mais de vinte e cinco milhões de brasileiros usam plataformas ilegais de apostas on‑line.
- O governo informou que já bloqueou mais de vinte e cinco mil sites irregulares desde a regulamentação do setor em dois mil e vinte‑cinco.
- Números oficiais apontam que 79 empresas estão autorizadas a operar no país e que vinte e cinco vírgula dois milhões de brasileiros apostaram em plataformas regularizadas em dois mil e vinte‑cinco.
- Foram abertas cento e trinta e dois processos administrativos envolvendo cento e trinta e três operadoras, com cincocentas e cinquenta contas bancárias encerradas, das quais duzentos e sessenta e cinco já estavam identificadas como ilegais.
- As ações também atingiram redes sociais: quarenta e um2 processos de fiscalização, com a remoção de três centenas e vinte quatro perfis e duas centenas e vinte nove publicações relacionadas à promoção irregular de apostas; medidas anunciadas em abril reforçam o endurecimento das regras e o monitoramento de anunciantes.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou que mais de 25 milhões de brasileiros utilizam plataformas ilegais de apostas on-line. A declaração foi feita nesta sexta-feira, durante a apresentação de decreto sobre ações do governo contra as bets ilegais.
Segundo o ministro, o dado evidencia a dimensão do mercado clandestino e justifica a ampliação da fiscalização e repressão. O governo detalhou as medidas previstas para conter a atuação dessas plataformas e reduzir riscos financeiros e de segurança aos usuários.
Ao lembrar o panorama regulatório, a pasta apontou que, desde 2025, mais de 25 mil sites irregulares foram bloqueados após a regulamentação do setor. O relatório aponta ainda que 79 empresas estão autorizadas a operar no país.
Medidas e resultados
A Fazenda informou que, até o momento, foram abertos 132 processos administrativos envolvendo 133 operadoras, além de 1.255 comunicações de instituições financeiras sobre movimentações suspeitas ligadas a apostas não autorizadas.
Como consequência, 550 contas bancárias foram encerradas, com 265 delas já identificadas como ilegais. O conjunto de ações também atingiu as redes sociais: 412 fiscalizações resultaram na remoção de 324 perfis e 229 publicações de promoção irregular de apostas, em parceria com plataformas digitais e entidades de autorregulação.
Em abril, o governo anunciou endurecimento de normas para plataformas de previsão e maior monitoramento de empresas e anunciantes. Na época, o total de sites ilegais bloqueados já havia passado de 39 mil.
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