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Parlamento do Zimbábue aprova lei para estender mandato presidencial

Câmara baixa aprova projeto que amplia o mandato presidencial de cinco para sete anos, com eleição do presidente pelo Parlamento, mantendo Mnangagwa no poder até 2030

President Emmerson Mnangagwa sits smiling wearing a dark suit, red patterned tie and a scarf in green, white, red and black colours of the Zimbabwean flag.
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  • A Câmara baixa do Zimbabwe aprovou um projeto para ampliar o mandato presidencial de cinco para sete anos, permitindo que o presidente Emmerson Mnangagwa permaneça no cargo até 2030.
  • O texto recebeu 216 votos a favor, acima dos 187 necessários para mudanças constitucionais por maioria de dois terços; 42 parlamentares votaram contra.
  • O projeto também elimina as eleições diretas para presidente, deixando a escolha futura nas mãos do parlamento.
  • O texto agora segue para o Senado, com aprovação esperada, antes de ser sancionado pelo presidente.
  • Oposição, sociedade civil e juristas criticam a medida, defendendo referendo nacional; a Corte Constitucional rejeitou, na quarta-feira, um recurso para bloquear o projeto.

Zimbabwe: Câmara aprova projeto para ampliar mandato presidencial de 5 para 7 anos

A Câmara baixa do parlamento do Zimbabwe aprovou um projeto de emenda que amplia o mandato presidencial de cinco para sete anos, permitindo que o presidente Emmerson Mnangagwa permaneça no poder até 2030. A votação ocorreu nesta quinta-feira, em Harare.

O texto recebeu apoio de 216 deputados, acima dos 187 necessários para alterar a constituição. Ao todo, 42 parlamentares votaram contra o projeto. O planalto encaminha agora a proposta ao Senado, onde espera-se nova aprovação antes de ser sancionada pelo presidente.

Principais mudanças

  • Eleições presidenciais passam a ser escolhidas pelo parlamento, em vez de voto direto.
  • Mandatos parlamentares e presidenciais passam de cinco para sete anos.
  • As eleições parlamentares de 2028 ficam adiadas para 2030.
  • Mnangagwa, cuja segunda gestão termina em 2028, permanece no cargo até 2030.

Contexto e desdobramentos

O apoio ao plano surgiu após adesão do governo da Zanu-PF, partido no poder desde 1980, ao chamado de reforma constitucional. Críticos afirmam que mudanças deveriam passar por referendo, não apenas pelo Parlamento.

A oposição, organizações da sociedade civil e juristas havetaram a mudança como ameaça à accountability democrática, enquanto defensores sustentam a necessidade de estabilidade institucional. Em 2013 houve restrição de mandato, com referendo exigido para alterações maiores.

Situação legal e próximos passos

Nesta semana, a Corte Constitucional rejeitou uma contestação jurídica que buscava impedir a tramitação do projeto. Com o aval do Senado, a proposição segue para a sanção presidencial para entrar em vigor. O tema continua a dividir o cenário político local.

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