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Alckmin diz que Lula vai conduzir bem e PF é independente sobre Wagner

Alckmin afirma confiança em Lula e na independência da Polícia Federal após apreensão de US$ 55.175 e € 33.500 ligados a Jaques Wagner

O vice-presidente defendeu ainda que a Polícia Federal tem liberdade para investigar qualquer agente político
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  • Alckmin afirmou confiar na condução de Lula e destacou o espírito republicano do governo diante da operação da PF que mira Jaques Wagner.
  • A Polícia Federal apreendeu US$ 55.175 e 33.500 euros em endereços ligados ao líder do Governo no Senado, Jaques Wagner, durante a 9ª fase da Operação Compliance Zero.
  • A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, e investiga fraudes financeiras, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master.
  • Entre os indícios investigados estão um apartamento em Salvador, avaliado em cerca de R$ 2,45 milhões, e repasses acima de R$ 5,5 milhões a uma empresa gerida por parentes do senador.
  • Wagner negou ter recebido vantagens indevidas, afirmou não ser réu nem ter sido denunciado, enquanto a PF aponta indícios de relação com o empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, disse neste sábado confiar na condução do presidente Luiz Inácio Lula da Silva diante da operação da Polícia Federal que mira o líder do Governo no Senado, Jaques Wagner. A ação integra a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master.

Alckmin afirmou que o governo tem espírito republicano e minimizou o impacto da investigação sobre o Planalto. Em evento de inauguração da Ferrovia Estadual de Mato Grosso, em Dom Aquino (MT), ele reforçou que a PF tem independência para investigar agentes públicos.

A PF apreendeu, na quinta-feira (18.jun), US$ 55.175 e 33.500 euros em endereços ligados a Wagner, em Brasília e na Bahia. A operação investiga possível recebimento de vantagens em troca de atuação política no Congresso.

Caso Jaques Wagner

A investigação envolve a suspeita de recebimento de vantagens associadas a operações do Banco Master. Entre os valores, há um apartamento em Salvador avaliado em cerca de R$ 2,45 milhões e transferências superiores a R$ 5,5 milhões para uma empresa administrada por parentes do senador.

Wagner nega ter recebido vantagens indevidas ou atuado em benefício do Banco Master. Ele afirma não ser réu nem ter sido denunciado no processo. A apuração também envolve Augusto Lima, ex-sócio do banco e aliado de Daniel Vorcaro.

Segundo a PF, mensagens encontradas em celulares apreendidos com Lima indicam relação próxima entre Wagner e o empresário, com tratativas sobre temas de interesse do Banco Master no Congresso. As informações, repassadas pela investigação, seguem sob análise.

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