- O Conselho de Segurança Nuclear (CSN) deve se reunir em julho para emitir o informe sobre a viabilidade técnica e as condições de segurança para ampliar a vida útil da usina Almaraz até 2030.
- A decisão final ficará a cargo do Ministério da Transição Ecológica, que terá até dois meses após o relatório para apresentar a proposta de prorrogação ou fechamento.
- O processo acontece em meio a um cenário político com eleições, em que o governo já sinalizou o fechamento gradual entre 2027 e 2035, mas há possibilidade de extensão até 2030.
- A região depende da usina, com cerca de quatro mil empregos, entre eles quatrocentos diretos, além de valorosa qualificação técnica já adquirida pelos trabalhadores.
- Técnicos destacam a alta segurança da instalação, segundo a Associação Mundial de Operadores de Centrais Nucleares (WANO), e alertam para consequências econômicas se a prorrogação não for concedida dentro do prazo.
O CSN planeja emitir na próxima reunião, em julho, o relatório técnico sobre a viabilidade de estender a vida útil da central de Almaraz até 2030. A decisão final depende do governo, em meio a um ciclo eleitoral em pauta.
Os proprietários da usina, Iberdrola, Endesa e Naturgy, pediram uma prorrogação de três anos para manter os dois reatores operando até junho de 2030. A região acompanha o impasse, com cerca de 4 mil empregos ligados à planta.
O cronograma aponta que o CSN pode solicitar documentos adicionais ou adiar deliberações. A decisão técnica deve chegar ao Ministério da Transição Ecológica em até dois meses para então propor a prorrogação ou o fechamento.
O governo já sinalizou posição sobre o tema. O acordo de 48 páginas com Sumar, de 2023, previa um encerramento escalonado entre 2027 e 2035, alinhado a uma transição justa. Crises de fornecimento alimentam o debate.
A região teme impacto econômico caso a planta encerre, com trabalhadores especializados e a cidade dependentes da usina. O processo ocorre em meio a tensões políticas e a pressões de aliados do governo para acelerar uma posição.
Especialistas destacam a experiência de Almaraz em segurança nuclear, citando certificação de padrões elevados pela comunidade internacional. Contudo, a decisão envolve fatores políticos e custos energéticos futuros.
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