- Datafolha aponta favoritismo de Lula, com vantagem de dez pontos percentuais sobre Flávio Bolsonaro.
- Mesmo com escândalos no radar, a distância oscilou, aumentando de três para nove pontos na pesquisa anterior e chegando a dez pontos nesta edição.
- A pesquisa não registrou os efeitos da divulgação do envolvimento de Jaques Wagner com um ex-sócio de Vorcaro, assunto que não alteraria o cenário de Lula (candidato à presidência) e Wagner (candidato ao Senado).
- Entre os demais pré-candidatos da direita, Ronaldo Caiado aparece com cerca de três por cento e Romeu Zema com dois por cento.
- Em eventual segundo turno, Caiado e Zema devem apoiar Flávio para tentar transferir votos, embora haja possibilidade de a eleição ser decidida no primeiro turno.
A Datafolha divulgada ontem aponta que Lula mantém vantagem de votos e Flávio Bolsonaro fica isolado na direita. A vantagem do petista caiu de três para dez pontos percentuais em relação à pesquisa anterior.
Flávio não conseguiu recuperar parte dos votos perdidos após as revelações sobre seu envolvimento com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O terreno eleitoral permanece estável para Lula, mesmo com o escrutínio em torno do caso.
A pesquisa não considerou o desdobramento relacionado a Jaques Wagner, líder do governo no Senado, que tem ligações com um ex-sócio de Vorcaro. Mesmo assim, Lula aparece na liderança da corrida presidencial, e Wagner continua apontado como possível candidato ao Senado.
Cenário da direita
Ronaldo Caiado, do PSD, registra cerca de 3% das intenções de voto, enquanto Romeu Zema, do Novo, fica em torno de 2%. Esses dois pré-candidatos aparecem como potenciais cabos eleitorais caso haja segundo turno com Flávio.
Desdobramentos e projeções
Especialistas apontam que, mesmo com apoio de nomes dessa linha, as chances de disputar o segundo turno contra Lula permanecem reduzidas para Caiado e Zema. O eleitorado tende a escolher candidatos com maior chance de vitória.
A eleição pode, ainda, depender de mudanças no roteiro de campanha e de novidades que venham a influenciar o voto informado. O acompanhamento de novos dados de avaliação é esperado para as próximas semanas.
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