- O New College of Florida, controlado pelo governador Ron DeSantis, vai adquirir o campus de Sarasota-Manatee da Universidade do Sul da Florida (USF) no próximo mês, ampliando significativamente sua atuação.
- O campus de 32 acres e 2.000 estudantes será transferido para a jurisdição do New College, que hoje abriga cerca de 900 alunos.
- A transferência ocorre apesar da oposição de estudantes, docentes, líderes educacionais e comunidade local, que veem impacto negativo em programas como enfermagem, turismo e hospitalidade.
- Críticos afirmam que a operação envolve um desvio de protocolos legislativos e descrevem o movimento como favorecimento político, com acusações de “grift” por parte de líderes democratas.
- A USF informou que, durante um período de ensino gradual de quatro anos, os programas continuarão operando e os alunos poderão concluir seus diplomas na Sarasota-Manatee sem interrupção.
A New College of Florida, controlada pelo governador Ron DeSantis, vai adquirir o campus Sarasota-Manatee da USF. O negócio envolve a transferência de um campus de 32 acres e cerca de 2.000 estudantes para a instituição liberal arts já alinhada ao modelo anti-woke defendido pelo governo. A operação deve ocorrer no próximo mês.
O campus adquirido conta com um novo dormitório de seis andares e um centro estudantil avaliado em 44 milhões de dólares. A mudança amplia significativamente o alcance da New College, que hoje tem cerca de 900 alunos, ampliando sua presença na região de Sarasota-Manatee.
A transação ocorre mesmo com resistência de alunos, docentes, líderes educacionais e empresários locais, que temem a perda de programas como enfermagem, turismo e hospitalidade. Os críticos dizem que esses cursos podem fechar com a mudança.
Para a USF, a direção afirmou que a transferência cria insegurança para a comunidade universitária local, mas garante que os estudantes poderão concluir seus diplomas sob o sistema USF durante um período de ensino gradual de quatro anos.
Líderes estudantis e outros críticos destacam que muitos alunos percorrem longas distâncias para chegar ao campus e que a remoção representa menos oportunidades de graduação acessível na região. A comunidade local teme impactos econômicos.
A provoca pública sobre o trâmite legislativo envolve acusações de desrespeito a normas. O projeto passou pela Câmara, mas ficou parado no Senado, sendo ressuscitado em comitê de conferência e incluído no orçamento final sem debates amplos, antes da assinatura de DeSantis.
Defensores da transição afirmam que New College é apolítica e que continuará avançando com um foco em excelência acadêmica, cidadania e inovação. Críticos, porém, apontam o alinhamento do colégio com a agenda do governo e a substituição de programas tradicionais.
Entre as questões de gestão, o presidente da New College, Richard Corcoran, recebeu bônus significativos, elevando seu pacote salarial. Estudos de eficiência apontam custos elevados por diploma na instituição, em comparação com outras universidades estaduais.
A gestão de DeSantis também tem sido associada a mudanças culturais no campus. A instituição já decidiu, recentemente, por ações como a instalação de símbolos de figuras conservadoras e mudanças no acervo de biblioteca, que geraram críticas entre parte da comunidade acadêmica.
Especialistas avaliam que mudanças estruturais de longo prazo dependem de decisões políticas futuras. Caso haja alteração governamental, há expectativa de possível reversão parcial ou total do acordo. A administração afirma que a transição será cuidadosa e responsável.
A USF, por meio do seu presidente Moez Limayem, reiterou o compromisso de manter a continuidade educacional dos alunos durante o período de teach-out. Limayem destacou que o foco está nas pessoas, não apenas nos prédios ou nos recursos.
A comunidade local, incluindo lideranças empresariais, acompanha o desenrolar com atenção às consequências econômicas e educacionais para Sarasota e Manatee. A transição deve impactar o ecossistema regional de serviços e formação profissional.
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