- Guilherme Derrite afirma que Tereza Cristina e Simone Marquetto são cotadas para vice de Flávio Bolsonaro, mas a decisão ainda não foi fechada.
- As duas têm perfis distintos: Tereza Cristina tem ligação com o agro e experiência; Simone Marquetto é política experiente.
- A aliança União Progressista com Flávio busca equilíbrio entre experiência e capilaridade, e Derrite diz que a maioria do Progressistas deve apoiar o presidenciável.
- Sobre o caso envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master, Derrite defende uma CPMI para esclarecer responsabilidades, destacando o uso político do tema por diferentes lados.
- Em segurança pública, o deputado defende classificar facções como terroristas, endurecer controles nas fronteiras, ampliar o uso de forças federais e reduzir a maioridade penal para dezesseis anos (com exceções para graves).
O deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) disse que os nomes da ex-ministra Tereza Cristina (PP-MS) e da deputada Simone Marquetto (PP-SP) estão entre as possibilidades para compor a vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-SP. A afirmação foi feita durante entrevista ao programa Ponto de Vista, da Veja, nesta segunda-feira.
Derrite afirmou que a definição ainda não ocorreu, mas os dois perfis poderiam fortalecer a candidatura. Ele destacou que conhece, admira e respeita ambas as pessoas, e que elas agregariam voto à chapa de Flávio Bolsonaro. O petista também ressaltou diferenças entre as duas candidatas.
Ele explicou que Tereza Cristina tem ligação com o agronegócio e maior experiência, enquanto Simone Marquetto é política experiente de São Paulo. Segundo o deputado, o desenho da aliança busca equilibrar experiência e capilaridade local. A escolha ainda depende de negociação interna.
O PP tem enfrentado especulações sobre a participação de Ciro Nogueira, presidente nacional da legenda, na chapa. Derrite comentou que a proximidade de Nogueira com Daniel Vorcaro pesa sobre a viabilidade da proposta, sem indicar apoio definitivo.
União Progressista com Flávio?
Derrite apontou que, com as convenções quase, a maioria dos correligionários tende a apoiar Flávio Bolsonaro. Mesmo sem unanimidade, ele afirmou que é provável o respaldo da Federação União Progressista. Há espaço para liberarem alguns parlamentares em bases específicas.
Questionado sobre o posicionamento da federação, o pré-candidato ao Senado afirmou que a aliança deve caminhar com Flávio, embora não descarte flexibilizações regionais. Ele indicou que a pauta já é tema recorrente entre lideranças estaduais.
Redução da maioridade penal e combate a facções
Na entrevista, Derrite tratou de Segurança Pública, citando a classificação de facções como organizações terroristas. Ele defendeu atualização do arcabouço legal para enfrentar o crime organizado e ampliar o uso de forças federais nas fronteiras.
O deputado reiterou apoio à redução da maioridade penal, defendendo responsabilização de jovens em casos graves a partir de 14 ou 16 anos. Segundo ele, há apoio suficiente no Congresso para avançar com a medida.
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