- Simone Tebet afirma ao Poder360 que, se Flávio Bolsonaro escolher uma mulher para vice, isso “não muda nada” no projeto de governo; ela diz que o filho segue o caminho do pai e representa retrocessos civilizatórios.
- Tebet destaca a importância de maior representação feminina na política, defendendo que 50% das candidaturas em sua chapa em São Paulo devem ser de mulheres, com metas de pelo menos 30% em chapas majoritárias.
- A ex-ministra comenta a possibilidade de Haddad ter uma mulher na vice, reiterando que o PT trabalha em decisão coletiva para a chapa em São Paulo; afirma que o conteúdo do governo é essencial.
- Sobre propostas econômicas, Tebet defende o fim da escala 6 por 1 com proteção a pequenos e médios empresários, sustenta a necessidade de compensação e de ajustes graduais via reformas tributária e fiscal.
- Tebet também comenta cenário fiscal e política de juros, citando ajustes necessários, importância de transparência em investigações e a possibilidade de CPI ou CPMI para questões envolvendo o Banco Master.
Simone Tebet afirma que a escolha de uma vice mulher na chapa de Flávio Bolsonaro não altera o conteúdo do projeto. A pré-candidata ao Senado Federal afirmou ao Poder360 que o foco deve ser o programa de governo, não o gênero da vaga.
Ela sustenta que seguir o caminho do pai, Jair Bolsonaro, representa retrocessos civilizatórios. Ao comparar as gestões, Tebet disse que o governo anterior mostrou-se alheio aos problemas do Brasil, e que o filho hoje pré-candidato pode seguir a mesma linha.
Tebet também ressaltou a importância de maior representatividade feminina na política. Em São Paulo, onde concorrerá ao Senado, a ex-ministra destacou que alcançar 50% de mulheres na chapa é um objetivo simbólico relevante para a democracia e para o debate público.
Representatividade e cenários
A ex-ministra disse que, em São Paulo, a ausência de mulheres na chapa majoritária seria um desrespeito à população, e que a presença feminina não se vê apenas como número, mas como melhoria na pluralidade do debate. Ela citou a necessidade de 30% de mulheres nas candidaturas, não apenas 50%.
Sobre a vice de Flávio Bolsonaro, Tebet afirmou que não comenta estratégias de adversários ou aliados. Ela destacou que o conteúdo do programa de governo é o que deve pautar qualquer composição, e que propostas sem consistência não ganham apoio público.
Reforma, economia e agenda paulista
Tebet comentou o debate sobre a reforma tributária e a possível transição de reformas, defendendo que o fim da escala 6 por 1 pode avançar desde que haja proteção para pequenas e médias empresas por meio de mecanismos como o Super Simples. Ela disse acreditar em efeitos positivos para a indústria paulista a partir de 2024.
A ex-senadora ressaltou que a discussão sobre o orçamento exige planejamento de longo prazo e que pautas-bomba devem ser tratadas com cautela. Também indicou que a reforma política é necessária para reduzir a fragilidade fiscal diante de flutuações políticas.
Contexto eleitoral e federações
Tebet esclareceu que seu caminho eleitoral em 2026 é por São Paulo, por vínculos pessoais e históricos com o estado. Ela mencionou que o resultado no Brasil depende de um projeto coletivo, que inclua diálogo entre diferentes espectros ideológicos, buscando equilíbrio entre governança e gestão fiscal.
A entrevista ao Poder360 também abordou temas como crédito ao agronegócio, custos de produção, taxa Selic e impactos de cenários internacionais. Tebet indicou que a economia demanda ajuste fiscal responsável, evitando impactos severos para serviços públicos.
Investigações e transparência
A ex-ministra afirmou que investigações envolvendo o Banco Master justificam abertura de CPIs ou CPMIs para esclarecer irregularidades. Ela ressaltou que a transparência é fundamental para o funcionamento do poder público e que o Congresso tem papel central nesse processo, ainda que envolva investigações em fases iniciais.
Entre na conversa da comunidade