- A operação Metro Surge, iniciada em dezembro, envolveu patrulhas, raids a casas e escolas e prendeu milhares de pessoas no entorno de Minneapolis.
- Mesmo após o fim oficial, imigrantes e refugiados relatam trauma, incertezas sobre o status migratório e temor de novas detenções.
- A presença de agentes permanece: a ACLU-MN aponta que havia 482 agentes em Minnesota; cerca de 190 atuavam no escritório de St. Paul antes da operação.
- A economia de áreas como Lake Street foi duramente afetada, com queda mensal de mais de 30 milhões de dólares na receita de negócios de imigrantes.
- Em janeiro, o USCIS anunciou a reavaliação de 5.600 refugiados em Minnesota sem green cards; alguns foram transferidos para detenções fora do estado e reentrevistados sem assistência legal.
O anúncio de ações federais de imigração no ano passado deixou marcas na Minnesota. A operação Metro Surge, lançada em dezembro, visou principalmente imigrantes sem documentação, conectando-se a investigações de fraude e ao setor de assistência infantil do estado. Ao longo de janeiro, agentes mascarados patrulharam ruas, realizaram buscas em residências e escolas, e prenderam milhares.
Mesmo com o fim formal da operação, moradores e comunidades imigrantes relatam traumas persistentes. Aliah, 20 anos, refugiada afegã que obteve asilo nos EUA, diz que a vida de estudante mudou após o endurecimento da fiscalização. Pessoas que pedem para não ter os nomes divulgados citam o medo de retornar ao país de origem.
A repercussão econômica foi imediata. Em Lake Street, corredor de comércio com grande presença de imigrantes, pelo menos metade dos negócios fechou durante o pico da operação, gerando queda mensal de mais de 30 milhões de dólares na região. Empresários relatam dificuldades para manter aluguel e salários.
Persistência do medo e status imigratório
Fatima, 19, refugiada somali, retornou às aulas presenciais em abril, mas continua temerosa. A essência do temor, segundo especialistas, está na possibilidade de novas ações e na incerteza sobre a situação de refugiados que passaram por revisões.
Segundo a ACLU-MN, ainda havia centenas de agentes atuando no estado após o fim da operação, com a presença mais visível em áreas rurais. autoridades federais indicaram que a atuação tende a ser mais segmentada daqui para frente.
Consequências jurídicas e sociais
Aqueles que participaram de procedimentos de verificação de status viram mudanças ainda em curso, com relatos de transfêrencia de refugiados para detenção fora do estado e novas entrevistas sem acompanhamento jurídico. O governo aponta que as prisões visam criminosos condenados e outros chamados de alto risco.
O efeito sobre a vida cotidiana envolve o medo de deslocamento, queda de participação econômica e tensão entre vizinhos. Organizações de defesa de imigrantes destacam que a traumatização pode influenciar decisões futuras de voto e participação cívica.
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