- Marjorie Taylor Greene anunciou apoio a Tucker Carlson, sinalizando ruptura com o Partido Republicano.
- Carlson afirmou, em podcast, que não pretende mais apoiar o GOP, recusando-se a aderir aos democratas.
- Greene escreveu nas redes sociais que há muitos descontentes e que não apoiarão um partido que trai eleitores e o país.
- Os dois criticam a gestão de Biden e destacam prioridades domésticas, divergindo também sobre política externa com relação ao Irã.
- A tensão no ambiente republicano ganhou destaque após atritos com Trump; Greene saiu do Congresso no início de dois mil e vinte e cinco e recebeu ameaças de morte.
Marjorie Taylor Greene, ex-representante da Geórgia, sinalizou uma ruptura com o Partido Republicano ao apoiar publicamente o apresentador Tucker Carlson, que também rompeu com o GOP. O anúncio ocorreu dias após Carlson declarar, em episódio do podcast Can’t Be Censored, que não apoiaria mais o partido.
Greene afirmou em postagens nas redes sociais que há muitos de seus pares descontentes com o rumo atual do GOP e que não apoiará um partido que trai seus eleitores e o país. Ela deixou claro que a posição não equivale a adesão aos democratas, mas sim a uma rejeição ao que chama de America Last.
Carlson, ex-falante da Fox News, já criticava o Partido Republicano por priorizar outras pautas e por não defender suficientemente interesses domésticos, como inflação e emprego. Ele disse ainda que não planeja migrar para o campo democrata e ressaltou que, se ele se afastar, outras pessoas podem seguir o mesmo caminho.
A dupla tornou-se símbolo de uma fracture dentro do eleitorado republicano, amplificada por divergências sobre política externa, em especial a relação com o Irã, e pela condução de questões domésticas. Carlson tem sido crítico de intervenções militares e de apoio a alianças internacionais que, segundo ele, desviam do interesse nacional.
Greene rompeu com Trump em acusações internas, após críticas à gestão de arquivos envolvendo Jeffrey Epstein, o que aprofundou o esfriamento entre ela e a base Maga. Em março, o ex-presidente chamou-a de traidora, acentuando a tensão entre figuras de destaque do movimento.
O contexto político ocorre perto das eleições de meio de mandato, com sinais de que a debandada de apoiadores históricos pode influenciar o posicionamento de eleitores. Trump’s remain uma voz amplamente influente, mas a fragmentação interna tem ganhado atenção.
Carlson já havia enfatizado que sua decisão não significa abandonar princípios republicanos, mas renegociar sua relação com o partido. A leitura comum entre analistas é a de que o episódio acende debates sobre lealdade partidária e prioridades nacionais.
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