- O senador Jaques Wagner anunciou que vai se afastar da liderança do governo, em reunião com o presidente Lula.
- A decisão veio após a operação da Polícia Federal ligada ao caso Banco Master, ocorrida na sexta-feira passada (19).
- Wagner informou o afastamento pela rede social, e o governo busca uma transição para não caracterizar culpa nem punição política.
- Há consenso no Planalto de que não há espaço político para a manutenção da liderança, e a definição sobre o substituto deve ocorrer nos próximos dias.
- Entre os cotados para substituí-lo estão o senador Camilo Santana e a senadora Teresa Leitão, com apoio do ministro Luiz Marinho à saída para permitir a defesa na investigação.
Jaques Wagner anunciou hoje que vai se afastar da liderança do governo no Senado. A decisão veio após uma reunião entre o senador e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O anúncio foi feito pelo próprio Wagner em rede social.
A operação da Polícia Federal na sexta-feira (19) ligou o senador ao escândalo do Banco Master. A PF informa que apura desvios envolvendo a instituição financeira, embora o material oficial não confirme a responsabilidade de Wagner. Ainda não houve pedido de impeachment ou cassação.
Fontes do Palácio do Planalto indicam que a conversa com Lula visou alinhar a transição de liderança de forma gradual e sem admitir culpa. A avaliação é de que a saída já era discutida, mas ganhou ritmo após a entrevista de Wagner após a operação.
Desdobramentos
Interlocutores do governo afirmam haver consenso de que não há espaço político para a permanência de Wagner na liderança. A definição sobre o substituto deve ocorrer nos próximos dias, sem pressa para sacramentar a mudança.
Entre os nomes cotados estão Camilo Santana, ex-ministro da Educação, considerado próximo de Lula, e a senadora Teresa Leitão. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, já manifestou a defesa da saída de Wagner para viabilizar a defesa na investigação.
A operação da PF e a continuidade das investigações impulsionam a busca por uma recomposição da base aliada no Senado. O objetivo central é manter a governabilidade com menor desgaste político possível.
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