- Trump e o Departamento do Interior enfrentam pressão para divulgar fotos e vídeos que comprovem sabotagem no espelho d’água do Lincoln Memorial, em Washington.
- A renovação de 14,7 milhões de dólares enfrentou problemas como bloom de algas, pintura descascando e patos mortos, poucos dias antes das celebrações do 250º aniversário dos EUA.
- Trump publicou imagem alegando uma “rasga de 350 pés” no revestimento, sem ainda apresentar as evidências; o material prometido não foi divulgado até a tarde de quarta-feira.
- O New York Times aponta documentos governamentais que não indicam vandalismo intencional, aumentando dúvidas sobre as acusações do presidente.
- O senador Richard Blumenthal enviou carta ao secretário do Interior e à direção do Serviço Nacional de Parques, pedindo documentos sobre o projeto, enquanto cercas e patrulhas foram instaladas ao redor do local.
Donald Trump e o Departamento do Interior estão sob pressão para apresentar fotos e vídeos que comprovem supostas sabotagens no espelho d’água do Lincoln Memorial, em Washington. A reforma de US$ 14,7 milhões enfrenta críticas após problemas de algas, pintura e aves mortas, dias antes das celebrações do 250º aniversário dos EUA.
A obra, concluída parcialmente, gerou cenas de degrado: água verde, áreas com revestimento descascado e uma peça do revestimento flutuando. Trabalhadores instalaram cercas ao redor do local enquanto equipes tentam controlar a situação.
Trump publicou uma imagem, afirmando mostrar o estado do piso antes da recarga, e alegou, sem apresentar provas, que um corte de 350 pés no lining teria sido feito de forma intencional. Não houve confirmação pública de evidências até o momento.
A Times recebeu documentos do governo que não indicam autoria intencional dos danos, o que aumenta as dúvidas sobre as alegações apresentadas. Parlamentares democratas cobraram transparência sobre o andamento do projeto.
O senador Richard Blumenthal enviou carta ao secretário do Interior e ao diretor interino do Serviço Nacional de Parques, pedindo documentos sobre a obra, descrita como marcada por alegadas falhas, falta de transparência e possível incompetência.
O projeto previa o esvaziamento do poço e aplicação de uma tinta azul “American flag blue” no fundo. Com o problema da algas, técnicos recorrem a água oxigenada para tratar a água, além de tecnologia de nanobubbles para cortar o alimento das algas.
Especialistas apontam que o revestimento escuro pode ter agravado o aquecimento da água, favorecendo o crescimento de algas. A empresa Atlantic Industrial Coatings afirma que as áreas problemáticas representam pequena parte do total e promete reparos sob garantia.
DC Water autorizou o esvaziamento e Trump informou que parte da água seria removida para os reparos permanentes próximos ao feriado de 4 de julho, sem detalhar custos ou escopo. Guarda nacional e polícia do parque patrulham a área desde o final de semana.
A versão oficial do Interior indica que as cercas eram para reforçar a proteção contra atos de vandalismo, com previsão de instalação antes do 4 de julho. Não há confirmação de investigação formal sobre danos ou de novos culpados.
Embora tenha sido apontada a suposta vandalização, não há consenso público sobre as causas nem sobre responsabilidades. As informações oficiais seguem em evolução, com declarações de autoridades e avaliações técnicas em curso.
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