- Keiko Fujimori venceu a eleição presidencial no Peru, derrotando Roberto Sánchez, com foco em segurança pública.
- A vitória reforça a tendência de crescimento da direita na América Latina, ocorrendo três dias após a eleição de Abelardo de la Espriella na Colômbia.
- O equilíbrio político regional ficou em doze países sob governo de direita e nove sob esquerda ou centro‑direita.
- Nos últimos três anos houve uma guinada conservadora na região, com vitórias em Argentina, Chile, Bolívia, Colômbia e Peru.
- A oposição alegou fraudes sem provas; recursos para votos no exterior foram negados e protestos são esperados.
Keiko Fujimori foi eleita presidente do Peru após uma campanha centrada em segurança pública e combate ao crime, vencendo uma disputa apertada com o esquerdista Roberto Sánchez. O pleito ocorreu em 2024, em meio a acirradas votações regionais, e consolidou a liderança da direita no país.
A vitória da candidata, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, reforça uma tendência de crescimento da direita na América Latina. O resultado ocorre poucos dias após a eleição de Abelardo de la Espriella na Colômbia, destacando um movimento regional de mudança de espectro político.
O pleito peruano se soma a mudanças já observadas na região, com a direita assumindo governos em 12 países e a esquerda ou centro-esquerda em 9, segundo levantamentos recentes. A evolução ocorre na última fase de um ciclo político que se inverteu desde 2020-2023.
Contexto regional
Analistas apontam que, nos últimos três anos, houve inversão de cenário: governos de esquerda foram substituídos por lideranças conservadoras em Argentina, Chile, Bolívia, Colômbia e Peru. A configuração atual fortalece um bloco majoritariamente de direita na região.
Essa recomposição pode influenciar relações com os Estados Unidos, com possibilidade de maior cooperação em segurança. O governo norte-americano tem sinalizado interesse em ampliar o Escudo das Américas, com participação de países como Argentina, Chile e Paraguai.
Reação dentro do Peru
A oposição contestou o resultado. Roberto Sánchez alegou fraudes sem apresentá-las de forma comprovada e não reconheceu a vitória de Fujimori. Recursos para anular votos no exterior foram negados pela justiça eleitoral, mantendo o resultado confirmado.
Movimentos de esquerda no Peru anunciaram manifestações para protestar contra o desfecho, em meio a críticas sobre o processo eleitoral. A cobertura de desdobramentos segue sob apuração das equipes locais.
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