- Interlocutores do PL aconselharam Flávio Bolsonaro a sinalizar que Michelle Bolsonaro seria ministra em um possível governo, o que ele não fez.
- O pré-candidato tentou aproximação por meio da senadora Damares Alves e da administradora Daniella Marques, sem sinalizar divisão efetiva de poder ou convite claro para ministério.
- Michelle e aliados disseram que a ex-primeira-dama esperava um pedido público de desculpas pelo que chamou de desrespeito e humilhação.
- Daniella Marques participou de reunião com Damares sobre projetos de empoderamento feminino, e Michelle foi convidada para reunião de mulheres conservadoras, mas não houve resposta.
- A crise ocorre em meio a tramitações políticas e tensão na campanha de Flávio, com especialistas destacando potencial impacto entre eleitores femininos conservadores.
Flávio Bolsonaro foi aconselhado a sinalizar apoio a Michelle Bolsonaro como ministra em um eventual governo, mas não atendeu à orientação. A ideia era fortalecer a pré-candidatura dele envolvendo a ex-primeira-dama, sem sinalizar divisão de poder.
Segundo interlocutores ligados ao PL, houve orientação recente para que o senador promovesse um gesto público em favor de Michelle e a aproximasse da escolha da vice. A pauta visava ampliar a percepção de mobilização entre diferentes núcleos do apoiamento.
Flávio tentou estabelecer ponte com Michelle por meio da senadora Damares Alves e da administradora Daniella Marques, amigas de Michelle desde o governo Bolsonaro. Uma reunião de mulheres conservadoras foi solicitada, com participação de Michelle, mas não houve resposta a tempo.
Repercussões internas e contexto político
Pessoas próximas a Michelle afirmam que ela esperava um pedido de desculpas público do enteado, após críticas feitas em vídeo. A crise reduz o impulso inicial da campanha do senador, já sob escrutínio por outras denúncias envolvendo o ambiente político.
Autoridades eleitorais e analistas ressaltam a importância de mensagens direcionadas ao eleitorado feminino, estendendo-se a lideranças conservadoras e movimentos de direita. A eleição de 2026 é apontada como extremamente polarizada, com participação relevante do segmento feminino não alinhado a partidos tradicionais.
Especialistas destacam que a narrativa envolvendo Michelle pode influenciar parte do eleitorado feminino, especialmente entre eleitores indecisos. A percepção pública sobre respeito e dignidade entre familiares políticos é citada como fator relevante para a imagem da chapa.
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