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Investigação liga empresa de ônibus ao PCC citando Deolane e Marcola

Operação Última Parada liga a Transunião ao PCC, com mandados, bloqueio de R$ 194 milhões e sequestro de 117 veículos; Deolane Bezerra e Marcola aparecem nos indícios

Deolane Bezerra e família de Marcola teriam ligação com operador do esquema, diz Polícia
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  • A operação Última Parada, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, mira lavagem de dinheiro supostamente ligada ao PCC na empresa de ônibus Transunião.
  • O presidente da Transunião, Lourival de França Monario, foi alvo de mandado de prisão e ainda não foi detido; a investigação aponta relações com Everton de Souza, conhecido como “Player”.
  • Everton, apontado como operador financeiro do PCC, seria intermediário em movimentações envolvendo familiares de Marcola e de seu irmão, Marcolinha; Deolane Bezerra também aparece em movimentações financeiras segundo os documentos, mas não é apontada como participante do esquema.
  • As apurações indicam transferência de veículo para o nome de Lourival, com vínculo a Gabrielle Souza Santos, sugerindo ocultação patrimonial; houve identificações de movimentações acima de R$ 9 milhões entre Lourival e Jair Ramos de Freitas, o “Cachorrão”.
  • A operação resultou em cinco prisões, 103 buscas e apreensões, bloqueio de R$ 194 milhões, e sequestrou 117 veículos, 21 imóveis e três embarcações; também houve prisão do vereador Senival Moura (PT).

Na manhã desta quinta-feira (25), o Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Polícia Civil deflagraram a Operação Última Parada para apurar possível lavagem de dinheiro ligada ao PCC dentro da empresa de ônibus Transunião. Mandados de prisão, busca e apreensão e sequestro de bens foram cumpridos contra investigados. A ação apontou ligações entre a concessionária e pessoas associadas a Deolane Bezerra e a Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola.

Entre os investigados, está Lourival de França Monario, atual presidente da Transunião, alvo de prisão. Monario, porém, ainda não foi detido. Everton de Souza, conhecido como “Player” e apontado como operador financeiro ligado ao PCC, foi preso na operação que também prendeu Deolane e mirou Marcola. A investigação aponta transferência de veículo para o nome de Lourival, vindo de Gabrielle Souza Santos, apontada como companheira e sócia de Everton, como indício de ocultação patrimonial.

Os investigadores destacam que Everton mantinha contato com familiares de Marcola, além de dialogar com o irmão dele, Marcolinha. A advogada Deolane Bezerra movimentou recursos com pessoa ligada ao núcleo familiar investigado, mas não é atribuída participação direta no esquema pela operação. O relatório também aponta que Lourival assumiu a presidência após o assassinato de Adauto Soares Jorge, em 2020, motivado por disputas financeiras. Transações entre Lourival e Jair Ramos de Freitas, o “Cachorrão”, ultrapassaram R$ 9 milhões.

A ação resultou em 5 mandados de prisão, 103 de busca e apreensão, bloqueio de R$ 194 milhões e o sequestro de 117 veículos, 21 imóveis e 3 embarcações. Além de Monario, foi preso Jair Ramos de Freitas. O vereador paulistano Senival Moura (PT) também foi detido, identificado como integrante da estrutura de comando informal da Transunião.

Apesar das prisões e do afastamento da diretoria, a Prefeitura de São Paulo informou que as linhas administradas pela Transunião seguem operando normalmente, sem impacto aos passageiros. O prefeito Ricardo Nunes aguarda notificação oficial da decisão judicial para definir providências. A CNN Brasil mantém contato com as defesas citadas e com a Transunião para posicionamentos oficiais.

Fonte: veículos de imprensa que acompanham a operação.

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