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PL pede ao TSE suspensão de campanhas do governo Lula

PL pede ao TSE a suspensão das campanhas do governo Lula por gasto acima do teto de publicidade no 1º semestre de 2026, estimando 785 milhões até 18 de junho

Na foto, Laércio Portela (à esq.), secretário de Imprensa de Lula e o ministro Sidônio Palmeira (centro), chefe da Secom de Lula (à dir.)
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  • O Partido Liberal acionou o Tribunal Superior Eleitoral para suspender as campanhas do governo Lula, em representação apresentada na quarta-feira, 24 de junho de 2026.
  • O PL afirma que a Secretaria de Comunicação Social extrapolou o teto de gastos com publicidade institucional no primeiro semestre de 2026 em R$ 42 milhões, com gasto de R$ 178 milhões no semestre.
  • Dados do Siga Brasil são usados pela sigla para indicar gasto de R$ 3,7 bilhões entre 2023 e 2025, sustentando que o teto semestral seria de R$ 618 milhões.
  • O PL diz que os empenhos chegaram a R$ 785 milhões até 18 de junho, extrapolando o limite em R$ 167 milhões (27,1%).
  • Entre os pedidos da ação estão: entrega de documentos em 48h, cálculo do teto, bloqueio de novas despesas, proibição de cancelamentos de empenhos, transparência de atos de 16 a 30 de junho, preservação de provas e aplicação de multa diária em caso de descumprimento.

O Partido Liberal (PL) acionou o Tribunal Superior Eleitoral para suspender as campanhas publicitárias do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A representação foi apresentada na quarta-feira, 24 de junho de 2026, ao TSE. O objetivo é impedir novas despesas até a apuração de supostas irregularidades.

Segundo o PL, a Secretaria de Comunicação Social extrapolou o teto para publicidade institucional no primeiro semestre de 2026, com gasto adicional de R$ 42 milhões. A sigla também cita dados do Siga Brasil, apontando que os gastos do governo vieram de 2023 a 2025 em torno de R$ 3,7 bilhões.

A legenda afirma que a elevação de gastos favoreceria a propaganda oficial de programas como o Novo PAC, COP30, Plano Brasil Soberano, fim da escala 6 X 1 e liberação do Imposto de Renda. O PL sustenta que a extrapolação transforma o orçamento público em instrumento de favorecimento eleitoral.

O que o PL pede

1. Entrega de documentos em 48h: comprovação dos gastos de 1º de janeiro a 15 de junho de 2026, em formato digital auditável.

2. Cálculo do teto legal: apresentação da média mensal dos gastos de 2023 a 2025.

3. Bloqueio de novas despesas: suspensão de gastos até comprovação da legalidade.

4. Proibição de cancelamentos: evitar o cancelamento de empenhos do 1º semestre sem justificativa.

5. Transparência: detalhamento dos atos orçamentários de 16 a 30 de junho de 2026.

6. Preservação de provas: manutenção de processos, planos de mídia e notas fiscais de 2023 a 2026.

7. Multa e responsabilização: sanção diária e responsabilização pessoal em caso de desobediência.

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