- Integrantes do PL dizem que Michelle Bolsonaro tem buscado protagonismo que não cabe no momento, ao expor atritos com o senador Flávio Bolsonaro sobre alianças no Ceará.
- Dirigentes ouvidos pela CNN afirmam que ela defende um preciosismo ideológico que não vence eleições e que todas as alianças foram autorizadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
- A ex-primeira-dama também é criticada por sugerir que a decisão do PL passa por questões de gênero, limitando o espaço das mulheres.
- Michelle gravou vídeo em aproximadamente vinte e seis minutos, em duas postagens nas redes sociais, defendendo apoio a Eduardo Girão no Ceará e tentando lançar Priscila Costa ao Senado; o presidente do PL Ceará, André Fernandes, busca lançar Alcides Fernandes.
- A ex-primeira-dama disse que não foi procurada por Flávio ou pelos outros filhos de Bolsonaro e relatou que acionou o senador, mas foi ignorada até ele retornar a ligação. A legenda busca manter cautela para contornar a crise com Michelle.
Michelle Bolsonaro volta a gerar atrito interno no PL ao mencionar divergências sobre alianças e espaço das mulheres na sigla. A ex-primeira-dama divulgou vídeos criticando decisões do partido relacionadas ao Ceará e ao apoio a outros candidatos. O episódio elevou o tom das disputas internas sem anunciar novas ações formais.
Integrantes do PL dizem que Michelle busca protagonismo inadequado para o momento político. Ainda segundo eles, a ex-primeira-dama defende um posicionamento ideológico rígido que não tende a vencer eleições. Havia acordo anterior para as estratégias já aprovadas pela direção.
Dirigentes sob sigilo confirmam que o foco da ala interna é conter a crise sem ampliar atritos. O apoio a alianças no Ceará — incluindo a relação com Ciro Gomes no estado — é apontado como tema sensível para a base, sobretudo entre evangélicos e mulheres.
Aliados da presidência do PL Mulher afirmam que a decisão de Michelle de gravar os vídeos decorreu de ataques que estaria sofrendo e da necessidade de esclarecer os fatos. O registro público ocorreu em duas postagens, com duração aproximada de 26 minutos.
No Ceará, o PL firmou parceria com Ciro Gomes para o pleito estadual, enquanto o partido avalia indicar a deputada Priscila Costa para o Senado. Há ainda a expectativa de lançar o pai de Priscila, Alcides Fernandes, como opção legislativa local.
Michelle relatou contatos não atendidos com Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e mencionou que houve retorno apenas após publicações nas redes sociais. Ela relatou ter utilizado o canal público para sinalizar as divergências dentro do partido.
A defesa de alianças no Ceará também envolve o presidente do PL no estado, André Fernandes, que sinaliza a possibilidade de candidaturas envolvendo familiares. A tensão gira em torno de quem cede espaço para quem, dentro das regras partidárias.
A liderança do PL orienta cautela para evitar desgaste com eleitorado feminino e evangélico. A estratégia é manter o tom técnico e evitar respostas precipitadas que possam ampliar as dificuldades internas.
Mudança de tema: alinhamento estratégico e próximos passos
O partido busca manter o equilíbrio entre reforçar a presença de lideranças femininas e manter a coesão diante das disputas estaduais. O cenário envolve decisões sobre alianças, candidaturas ao Senado e a gestão de crises internas.
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