- Michelle Bolsonaro descreveu Priscila Costa, vereadora do Ceará pelo PL, como “honrada” e defensora de pautas conservadoras, em meio a divergências internas no partido sobre candidaturas ao Senado.
- A ex-primeira-dama citou três nomes para o Senado dentro do PL: Bia Kicis, Caroline de Toni e Priscila Costa, numa gravação relacionada ao embate entre alas do partido.
- Priscila teria tido papel decisivo na campanha de André Fernandes à Prefeitura de Fortaleza; a disputa não venceu, mas a campanha foi considerada acima das expectativas.
- Conservadora, evangélica e mãe de quatro filhos, Priscila Costa é jornalista de formação e foi a vereadora mais votada de Fortaleza em 2024, com mais de 36 mil votos, em seu terceiro mandato.
- Ela deve assumir vaga na Câmara dos Deputados no lugar da deputada Dayany Bittencourt, devido à cassação do deputado Heitor Freire e redistribuição de votos determinada pelo TSE em 2026; em 2023, chegou a atuar como deputada por quatro meses, durante licença de uma parlamentar.
Priscila Costa, vereadora pelo PL no Ceará, ganhou projeção nacional após Michelle Bolsonaro citar o papel da parlamentar em divergências internas no partido. O episódio envolve a disputa pelo controle de candidaturas ao Senado e a influência de alas pró-Jair Bolsonaro na legenda.
Na gravação divulgada, Michelle afirma que indicou apenas três nomes para o Senado dentro do PL: Bia Kicis, Caroline de Toni e Priscila Costa. A própria veradora teria tido participação marcante na campanha de André Fernandes à Prefeitura de Fortaleza, conforme a ex-primeira-dama.
Segundo Michelle, Priscila, eleita recentemente vereadora, poderia estar cuidando do mandato, mas dedicou-se integralmente à campanha de Fernandes, fortalecendo o engajamento de mulheres e abrindo portas que estavam fechadas. A campanha, mesmo não vitoriosa, superou expectativas.
Trajetória e perfil público
Conservadora, evangélica e mãe de quatro filhos, Priscila Costa construiu a atuação na política local. Formada em jornalismo, atuou em rádio, TV e assessoria de imprensa antes de ingressar na vida pública. Em 2024, tornou-se a vereadora mais votada de Fortaleza, com mais de 36 mil votos, já em seu terceiro mandato.
No âmbito estadual, Priscila deve assumir a vaga de deputada federal Dayany Bittencourt (União-CE) após a cassação de Heitor Freire, processo que provocou redistribuição dos votos de 2022 determinada pelo TSE no início de 2026. Em 2023, ela já ocupou temporariamente uma cadeira na Câmara, enquanto estava gravida, defendendo pautas pró-vida.
Possível candidatura e cenários
Nos bastidores, o nome de Priscila circula como possível compondo a chapa de Flávio Bolsonaro para o Senado, o que ela confirmou ao veículo Pleno News como sondagem recebida. A parlamentar reforçou que a decisão cabe ao PL Nacional e aos seus líderes, não aos membros locais.
A base eleitoral de Priscila está centrada no Nordeste, região que, segundo ela, historicamente elege representantes do PT. Em entrevista, destacou a necessidade de mudanças na mentalidade do eleitorado brasileiro, enfatizando o papel das mulheres na política.
Contexto político e desdobramentos
A gravação de Michelle ocorre em meio a disputas dentro do PL sobre alinhamentos e alianças entre grupos internos que apoiam o ex-presidente. A líder citou que houve tentativas de reorganizar espaços de protagonismo para diferentes facções do partido. A repercussão envolve ainda a relação com o grupo próximo a Ciro Gomes.
A situação coloca em debate o equilíbrio de forças no PL e o futuro posicionamento de Priscila Costa, que permanece ativa na cena municipal e poderá ampliar atuação em nível federal conforme decisões partidárias.
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