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Vereador de SP e presidente de empresa de ônibus presos em operação contra PCC

Vereador de São Paulo é preso em operação contra PCC; investigação mira lavagem de dinheiro na Transunião, com bloqueio de até 30 bilhões e afastamento de diretores

Vereador petista foi preso na manhã desta quinta-feira (25), em São Paulo
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  • O vereador de São Paulo Senival Moura (PT) foi preso nesta quinta-feira (25) em operação que investiga lavagem de dinheiro na Transunião, empresa de ônibus da capital.
  • Também foram detidos o presidente da Transunião, Lourival de França Monário, e três integrantes do PCC; a ação foi batizada de “Operação Última Parada”.
  • Ao todo, 104 mandados de buscas foram cumpridos em endereços na cidade, na região metropolitana, no interior, no litoral e em Extrema, em Minas Gerais.
  • A investigação aponta um núcleo paralelo dentro da empresa responsável por decisões e distribuição de dinheiro à facção; o capital social teria passado de 100 mil para 50 milhões de reais.
  • Foi decretado o sequestro de 194.457.851,90 reais (aproximadamente) de contas ligadas aos investigados e à Transunião, com possibilidade de chegar a 30 bilhões; diretores foram afastados e a prefeitura deverá garantir o atendimento à população.

O vereador de São Paulo Senival Moura (PT) foi preso nesta quinta-feira (25) em uma operação que mira lavagem de dinheiro na Transunião, empresa de transporte público da capital paulista. A ação envolve o Ministério Público, o GAECO e o DEIC.

Além do parlamentar, foram detidos Lourival de França Monário, presidente da Transunião, e três integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital). A operação recebeu o codinome Última Parada.

A investigação, conduzida por policiais e promotores, cumpre 104 mandados de busca e apreensão em endereços da cidade de São Paulo, da região metropolitana, do interior e do litoral, além de Extrema, em Minas Gerais.

O inquérito teve início em 2020 após o assassinato do então presidente da Transunião, Adauto Soares Jorge. A apuração aponta a existência de um núcleo paralelo que decidia sobre a empresa e distribuía dinheiro à facção.

Conforme a polícia, o capital social da Transunião saltou de 100 mil reais para 50 milhões, sem origem clara dos recursos. Membros do PCC teriam investido, em 2025, mais de 300 milhões no sistema de transporte para lavagem de capitais.

Foi decretado o bloqueio de 194,4 milhões de reais em contas ligadas aos investigados e à Transunião, abrangendo cerca de 100 pessoas físicas e 50 jurídicas. O valor de bloqueio pode chegar a 30 bilhões de reais.

A Justiça determinou o afastamento dos diretores da Transunião. A Prefeitura de São Paulo deverá adotar medidas para assegurar a regularidade do atendimento público nos próximos dias.

Entre os itens apreendidos constam três embarcações, 21 imóveis e 117 veículos, indicativos de movimentações relevantes para as investigações. O objetivo da operação é esclarecer as estruturas de lavagem e a participação da organização criminosa.

As informações são apuradas pela Justiça em conjunto com o Ministério Público e as forças de segurança, com dados ainda em apuração pelas autoridades competentes.

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