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Advogados pedem apuração sobre o fechamento do Alligator Alcatraz na Flórida

Defensores ambientais e de direitos de imigrantes pedem investigação independente sobre danos ambientais causados pelo Alligator Alcatraz, após seu fechamento

The entrance to the Alligator Alcatraz detention center in Ochopee, Florida, on 25 June 2026.
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  • Ambientalistas e defensores dos direitos de imigrantes pedem investigação independente sobre os danos ambientais causados pelo Alligator Alcatraz, centro de detenção recentemente fechado na Flórida.
  • O pedido foi feito em coletiva em frente ao complexo, com a executiva do Friends of the Everglades, Eve Samples, chamando o camp de falha pública e desperdício de dinheiro público.
  • Alegações incluem pavimentação de vinte acres sem licenças e instalação de cercas e iluminação de alta intensidade, que teriam impactado cerca de dois mil acres de habitat de puma da Flórida.
  • Mesmo com o fechamento, materiais perigosos continuam sendo transportados para fora do local e veículos com resíduos humanos ainda saem das antigas instalações.
  • O governador Ron DeSantis anunciou a formalização do fechamento, defendendo que o projeto foi construído para ficar autocontido e justificando o custo com o design do espaço.

O fechamento do centro de detenção Alligator Alcatraz, no Everglades, gerou pedidos por apuração independente sobre danos ambientais causados pela instalação. Organizações ambientais e defensores dos direitos de imigrantes pedem avaliação das consequências no ecossistema e da vida útil da instalação, em operação de 12 meses.

Durante uma coletiva externa ao antigo centro, representantes da Friends of the Everglades, liderados por Eve Samples, qualificaram o complexo como um desperdício e uma violação ao patrimônio natural. A Miccosukee Tribe também participou, defendendo direitos tribais.

A demanda por investigação ganhou respaldo judicial, já que a FOE abriu processo em junho de 2025 para impedir a construção no local. A tribo Miccosukee juntou-se ao recurso para proteger comunidades próximas ao sítio, avaliado em 608 milhões de dólares.

Contaminação, iluminação e impactos ao habitat

Relatos apresentados em audiências federais em Miami detalham obras sem licenças, como pavimentação de 20 acres, além de novas cercas e iluminação intensa. A iluminação teria deslocado habitat de oncologia de panteras na região, afetando o deslocamento noturno dos animais.

Segundo a FOE, mesmo com o fechamento, materiais perigosos continuam a ser transportados para o local e resíduos humanos ainda são deixados na área, gerando preocupações sobre a gestão pós-encerramento.

Testemunho humano e contexto migratório

A atividade de testemunhas destacou o impacto humano das más condições no interior do centro. Ana María Hernández, diretora de engajamento cívico da Florida Immigrant Coalition, relatou casos de detenção prolongada e tratamento degradante de imigrantes sob custódia.

Hernández citou um caso específico, conhecido como Wilson, cidadão cubano que vivia com a família em Miami e teve prisão inesperada no Alligator Alcatraz. O relato descreve períodos de higiene irregular e falhas de controle, refletindo na confiança na imigração americana.

Wilson passou por transferências entre instalações no Texas, Louisiana e o próprio Everglades, com liberação apenas em junho. Hernández afirmou que a experiência abalou a percepção de justiça entre imigrantes com status legal.

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