- O senador Rogério Marinho (PL-RN) defendeu, nesta sexta-feira, 26.jun.2026, uma aproximação com Ciro Gomes (PSDB) mesmo após Ciro ter dito que não apoiaria Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência.
- Marinho afirmou que Ciro é adversário do PT e que uma aliança poderia reduzir a força eleitoral do partido no Ceará e favorecer o PL no plano nacional.
- Ele citou a ideia de que “o inimigo do meu inimigo em determinado momento torna-se meu amigo” para justificar a aproximação.
- A estratégia seria evitar erros de disputas anteriores e levar em conta o desempenho eleitoral no Ceará nas últimas eleições presidenciais, com Ciro atuando contra Lula no estado.
- A declaração de Marinho ocorreu dias depois de Ciro dizer, em entrevista à Veja, que não apoiará Flávio Bolsonaro e que uma aliança regional não representa apoio ao grupo político nacional.
Rogério Marinho, senador pelo PL do Rio Grande do Norte, defendeu nesta sexta-feira a aproximação com o pré-candidato ao governo do Ceará, Ciro Gomes, mesmo após o político ter sinalizado não apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. A declaração foi feita em tom estratégico, ressaltando objetivos eleitorais.
Marinho disse que a aliança poderia enfraquecer o PT ao reduzir a força de voto de Lula no Ceará, além de beneficiar o PL em uma disputa nacional. A justificativa central é que o inimigo do meu inimigo pode se tornar aliado em determinadas conjunturas políticas. A estratégia busca evitar erros de disputas passadas.
Segundo o senador, Ciro atuaria contra a candidatura do PT no Ceará e também contra Lula em nível nacional, o que, na visão dele, diminuiria a vantagem petista na região. A leitura é de que essa atuação conjunta pode ampliar o espaço do PL no panorama eleitoral brasileiro.
Contexto recente
Dias antes, Ciro Gomes havia afirmado, em entrevista publicada pela Veja, que não apoiaria Flávio Bolsonaro caso haja disputa presidencial. A fala reforça que a aliança regional com o PL não implica apoio ao grupo político em âmbito nacional.
Na mesma entrevista, Ciro criticou Lula e Bolsonaro, sugerindo que, apesar de diferenças, os dois adotaram políticas econômicas semelhantes. As declarações alimentam o debate sobre alianças regionais X alinhamentos nacionais.
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