- O conselho de educação do Texas aprovou uma nova lista de leitura que torna trechos da Bíblia leitura obrigatória para mais de 5 milhões de alunos da rede pública, começando pelos alunos do ensino fundamental em 2030.
- A lista exige trechos do Livro de Jonas e do Livro de Salmos a partir do sétimo ano, com leituras adicionais da Bíblia incluídas no currículo do ensino médio.
- A implementação será escalonada, iniciando pelo ensino fundamental em 2030.
- Críticos alegam que a medida viola a separação entre igreja e estado, reduz a diversidade e privilegia o cristianismo; apoiadores afirmam que tradições judaico-cristãs foram centrais na formação do país.
- Além das leituras obrigatórias, docentes podem indicar livros fora da lista, desde que acrescentem as leituras exigidas pela nova diretriz.
O conselho de educação do Texas aprovou uma nova lista de leitura estadual que torna trechos da Bíblia leitura obrigatória para mais de 5 milhões de estudantes de escolas públicas. A iniciativa amplia o conjunto de obras já exigidas, reacendendo o debate sobre o papel da religião nas salas de aula.
A implantação será gradual, começando pelos alunos do ensino fundamental em 2030. A medida foi aprovada por votos do conselho, órgão controlado pelo Partido Republicano. Ano passado, o estado já mandou expor os Dez Mandamentos em todas as salas.
A mudança decorre de uma lei estadual de 2023 que determina ao menos uma obra literária por série, com inclusão de várias obras por série possível. Professores podem indicar leituras adicionais, desde que somem às obrigatórias.
Conteúdo da lista e mudanças
A lista determina que trechos do Livro de Jonas e do Livro dos Salmos passam a ser leitura obrigatória a partir do sétimo ano. Trechos de outras partes da Bíblia entram no currículo para o ensino médio.
A proposta envolve obras mais antigas, em grande parte de autores brancos, o que gerou críticas sobre diversidade. Apoiadores destacam a presença de tradições judaico-cristãs na formação do país.
Críticos argumentam que a medida fere a separação entre igreja e estado, privilegia o cristianismo e não contempla a diversidade religiosa presente no país, especialmente entre estudantes hispânicos e negros.
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