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PT reage à prisão de vereador do partido em São Paulo

Prisão de vereador do PT ligada a esquema de lavagem de dinheiro do PCC pode respingar nas campanhas de Haddad e Lula

O vereador Senival Moura (PT) durante a votação na Câmara Municipal de São Paulo (SP)
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  • Prisão do vereador Senival Moura (PT) em São Paulo ocorreu na Operação Última Parada, ligada a um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o PCC via a Transunião.
  • Ministério Público e a Polícia Civil apontam que a Transunião seria utilizada para movimentar recursos da facção, funcionando sob um núcleo paralelo de comando; o presidente da empresa, Lourival Monário, também foi detido.
  • A investigação questiona se o PT sabia da proximidade de seus quadros com investigados e se houve repasse de recursos do esquema para campanhas, além de possíveis vínculos com a estrutura política ligada ao transporte na cidade.
  • A Transunião prestou serviços de ônibus para a Prefeitura, especialmente na zona leste; em 2023 teria recebido 300 milhões de reais pela operação, segundo a nota de esclarecimento da gestão de Ricardo Nunes.
  • Caso o inquérito avance sobre fluxo de recursos e vínculos partidários, o caso pode impactar não apenas a eleição estadual com Haddad, mas o projeto nacional do PT, já que Lula é figura central da legenda.

O vereador Senival Moura, do PT de São Paulo, foi preso na operação Última Parada, que investiga lavagem de dinheiro ligada ao PCC por meio da empresa de ônibus Transunião. A ação ocorreu na última quinta-feira, 25, e inclui o presidente da concessionária, Lourival Monário. O objetivo é desbaratar o esquema que movimentaria recursos da facção dentro do transporte público.

Segundo o Ministério Público e a Polícia Civil, Senival atuaria como operador político do esquema dentro da Transunião, que opera ônibus na zona leste. A investigação aponta que a empresa seria usada para movimentar recursos da facção e funcionaria sob um núcleo paralelo de comando. As apurações apontam ainda aumento abrupto no capital social da empresa após o assassinato de seu então presidente, em 2020.

A Transunião recebeu cerca de 300 milhões de reais da Prefeitura de São Paulo no ano passado, para a prestação de serviços. A gestão de Ricardo Nunes, do MDB, informou que as linhas continuam operando e que aguarda a notificação da Justiça para definir providências.

Entenda o caso

A prisão de Senival Moura está no foco de debates internos no PT sobre possíveis vínculos entre quadros do partido, o transporte público e recursos de campanhas. A investigação visa esclarecer se houve financiamento político associado ao esquema em São Paulo, e quais seriam as ligações com fatores nacionais do partido. O desdobramento pode influenciar também a atuação de Haddad, candidato ao governo, e de Lula, líder da legenda, dependendo dos próximos passos das apurações.

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