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Aliança pode fortalecer palanque de Lula no segundo maior colégio eleitoral

Marília Campos busca costurar frente ampla entre PT, MDB, PSB e PDT em Minas para apoiar Lula e viabilizar candidatura ao Senado

Jarbas Soares Júnior (PSB-MG), Marília Campos (PT-MG) e Gabriel Azevedo (MDB-MG)
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  • A menos de cem dias das eleições, Lula ainda não tem palanque em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país.
  • Marília Campos, ex-prefeita de Contagem e maior liderança do PT no estado, tenta reunir PT, MDB, PSB e PDT para viabilizar um projeto mineiro.
  • Em Montes Claros, ela se reuniu com Jarbas Soares Júnior (PSB) e Gabriel Azevedo (MDB); há intenção de incluir o PDT, com Alexandre Kalil como pré-candidato ao governo.
  • Campos afirmou que é pré-candidata ao Senado e defendeu uma frente ampla para Minas, inspirada por Rodrigo Pacheco; Kalil tem boa relação com a PT, mas ainda não confirmou alinhamento.
  • Mesmo com os movimentos, não há definição de palanque único para Lula em Minas; o governador atual, Mateus Simões (PSD), disputará a reeleição.

A poucos meses das eleições, Lula ainda não tem palanque formal em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país. A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, tenta articular uma frente ampla envolvendo quatro partidos para viabilizar a candidatura no estado.

No sábado, 27, Marília esteve em Montes Claros, no Norte de Minas, acompanhada por dois pré-candidatos ao governo: Jarbas Soares Júnior, do PSB, ex-procurador, e Gabriel Azevedo, do MDB, ex-presidente da Câmara de BH. A ideia é ampliar a coalizão para além de MG.

Marília afirmou que planeja envolver também o PDT, citando o ex-prefeito de BH Alexandre Kalil como pré-candidato ao governo. Segundo a liderança petista, a estratégia reúne PT, MDB, PSB e potencialmente PDT para fortalecer a oferta eleitoral de Minas e sustentar o palanque de Lula.

Avanço estratégico e dilemas

A dirigente do PT ressaltou que disputa o Senado, argumento que, segundo ela, foi aprovado em reuniões nacionais e estaduais do partido. Marília disse que há encontros programados com o presidente nacional do PT e com a diretoria estadual para detalhar a agenda de 2026.

Kalil, apesar de manter diálogo com Marília, não tem sinalizado aproximação com PT, PSB ou MDB. Ele reconheceu a necessidade de acordos para definir suplentes e alianças, destacando o papel do diálogo na construção de um palanque compartilhado para Lula.

Caso a união avance, Minas pode testemunhar um palanque único entre grupos de centro-esquerda, conforme alternativa defendida pela corrente que envolve PT, MDB, PSB e, em tese, PDT. O cenário permanece aberto, sem definir candidaturas oficiais além do atual governador Mateus Simões (PSD), que busca a reeleição.

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