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Câmara omite pagamento de diárias para diretor-geral ir ao Gilmarpalooza.

Documentos mostram pagamento de R$ 31,4 mil ao diretor-geral um dia antes da Câmara afirmar ausência de despesas; ressarcimento ocorreu uma semana depois

Gilmar Mendes, ministro do STF, promove anualmente o Fórum de Lisboa; saiba mais sobre o evento.
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  • Câmara omitiu o pagamento de diárias de R$ 31,4 mil para o diretor-geral Guilherme Barbosa Brandão viajar ao Gilmarpalooza em Lisboa.
  • O repasse foi feito em 19 de maio, um dia antes da Câmara afirmar que não haveria despesas e que a viagem havia sido cancelada por conflito de agendas.
  • Brandão só devolveu a verba na quinta-feira, 25 de maio, em uma operação de anulação de despesa.
  • Documento interno, assinado em 15 de maio, dizia que houve afastamento autorizado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, entre 28 de maio e 4 de junho.
  • A Câmara afirmou, sem esclarecer, que o pagamento foi devolvido e que o cancelamento encerra o processo, mas não forneceu explicações sobre as divergências entre as informações.

A Câmara dos Deputados omitiu o registro de um pagamento de diárias de R$ 31,4 mil destinada ao diretor-geral da Casa, Guilherme Barbosa Brandão, para uma viagem ao Gilmarpalooza em Lisboa. A viagem seria organizada pelo ministro Gilmar Mendes, do STF, e reuniria autoridades, magistrados, empresários e lobistas.

O repasse financeiro foi realizado em 19 de maio, um dia antes da Câmara afirmar à Coluna do Estadão que não haveriam despesas e que a viagem havia sido cancelada por conflitos de agenda. Brandão devolveu o valor ao Tesouro apenas em 25 de maio, em operação reconhecida como anulação de despesa.

Outra versão apresentada pela Câmara aponta que o pagamento e a devolução ocorreram em 20 de maio, gerando contradição com os registros que detalham as despesas em datas anteriores. Em 25 de maio, o setor administrativo informou o ressarcimento como concluído.

Pagamento e contradições

Documentos internos da Câmara indicam que o afastamento de Brandão para o Gilmarpalooza foi autorizado pelo presidente da Casa, Hugo Motta, entre 28 de maio e 4 de junho, conforme um processo de antecipação para viabilizar a pesquisa e a eventual reserva de passagens.

A defesa da Câmara sustenta que o documento descrevia apenas uma autorização prévia para viabilizar a viagem, não sendo uma confirmação de efetivação de deslocamento. Em resposta aos questionamentos, a Câmara afirmou apenas que o ressarcimento já ocorreu, sem detalhar o atraso.

Documentos internos e desdobramentos

A versão oficial também envolve um afastamento autorizado em favor de Brandão, com assinatura da diretora-geral adjunta, Amanda Ramalho de Carvalho, em maio. A gestão afirma que o processo tratava-se de uma medida administrativa para organizar a viagem, caso houvesse necessidade de deslocamento.

Ao ser questionada pela Coluna do Estadão, a Câmara não explicou o motivo da omissão inicial sobre o pagamento, limitando-se a dizer que o ressarcimento foi realizado. Não houve solicitação de opinião do leitor no texto.

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