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Secretário de Segurança Interna orienta migrantes a buscar status permanente ou sair do país

Após decisão do Supremo, migrantes com TPS devem buscar residência permanente ou deixar os EUA, com passagem e cerca de $2,100 para reestabelecimento

Markwayne Mullin, the homeland security secretary, testifies during a House oversight hearing in Washington DC on 25 June.
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  • O secretário de Segurança Interna dos EUA, Markwayne Mullin, disse que migrantes com status de proteção temporária devem buscar residência permanente ou deixar o país.
  • A fala vem após a decisão da suprema corte, na semana passada, que encerrou proteções humanitárias para cerca de 350 mil haitianos e 6 mil sírios.
  • Mullin afirmou que oferecerá passagem aérea e aproximadamente 2.100 dólares para ajudar no reestabelecimento no país de origem; TPS, segundo ele, não é status permanente.
  • A decisão pode levar à deportação de haitianos e sírios, com detenções em curso para quem depender do TPS até a conclusão do processo.
  • No total, 1,7 milhão de pessoas de 17 países já tinham TPS; autoridades alertam sobre riscos de viagens a Haiti e à Síria e o potencial impacto para outras parcelas de imigrantes.

O secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, Markwayne Mullin, pediu que migrantes com status de proteção temporária TPS busquem residência permanente ou deixem o país. a fala ocorreu após a decisão do Supremo Tribunal que reduziu proteções humanitárias para centenas de milhares de imigrantes.

A posição foi dada durante o programa State of the Union, após o STF indicar possibilidade de deportação de haitianos e sírios. A decisão pode permitir que a administração de Donald Trump retire imigrantes de áreas com conflitos e dificuldades econômicas.

Segundo Mullin, quem conseguir preencher a documentação deverá permanecer sob status permanente; caso contrário haverá retorno ao país de origem. Ele afirmou que a equipe ajudará com passagem aérea e cerca de US$ 2.100 para reestabelecimento.

O governo pode conceder residência temporária a pessoas que fogem de guerra, desastres ou outras condições críticas, conforme a legislação vigente. O TPS já foi renovado ao longo dos anos para haitianos (desde 2010) e sírios (desde 2012).

A decisão do Supremo, na prática, afeta cerca de 350 mil haitianos e 6 mil sírios, que podem enfrentar detenção ou deportação com o término das proteções. Organizações defensoras temem impactos na vida de quem vive e trabalha nos EUA há décadas.

Reações locais salientam o impacto humano da mudança. Em Springfield, Ohio, haitianos expressaram apreensão sobre o que vem pela frente, com relatos de dificuldades já observadas na comunidade.

Críticas também chegaram de políticos republicanos. O governador de Ohio, Mike DeWine, chamou a decisão de erro e destacou a gravidade da situação em Haiti, marcada por violência, descontrole estatal e economia fragilizada.

Alguns congressistas republicanos defendem prorrogações de TPS para haitianos, argumentando a necessidade de proteção adicional diante da violência e instabilidade no Haiti. Ativistas temem que a administração sinalize cortes para outros imigrantes.

Ao todo, 1,7 milhão de pessoas de 17 países possuem TPS. Defensores de imigração alertam que a administração pode mirar outros grupos, colocando em risco o programa criado na década de 1990.

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