- MST reuniu-se com o ex-ministro Fernando Haddad em 1º de julho de 2026 para entregar propostas voltadas à região de São Paulo, incluindo a destinação de terras públicas devolutas.
- A lista também prevê financiamento para agroindústrias, reformulação do crédito agrícola via FEAP e assistência técnica a produtores, por meio de um possível departamento de cooperação ligado ao Itesp.
- O grupo defende plano de reflorestamento para recuperação de áreas degradadas, com estimativa de abrir cerca de 100 mil famílias em assentamentos na região do Pontal do Paranapanema, alcançando aproximadamente 500 mil hectares.
- Entre as propostas está a criação de sacolões nas periferias de São Paulo, com subsídio estadual de 30% a 40% para evitar consumo de ultraprocessados, principalmente por crianças.
- O STF mantém a ação sobre a lei de destinação de terras públicas paulistas, com julgamento suspenso desde maio após pedido de vista; relatora já votou pela anulação da norma.
Na quarta-feira, 1º de julho de 2026, integrantes do MST reuniram-se com o ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, para discutir políticas de terras e financiamento rural. O encontro ocorreu em meio a críticas à lei de destinação de terras públicas paulistas, implementada pelo governador Tarcísio de Freitas.
O grupo apresentou uma lista de seis propostas, entre elas a destinação de terras públicas devolutas e o apoio a agroindústrias da agricultura familiar. A intenção é ampliar a atuação do movimento em pautas de reforma agrária e desenvolvimento rural.
A ação ocorre em meio a um processo no STF que questiona a legalidade da lei paulista. A defesa sustenta que a norma pode prejudicar o interesse público e a reforma agrária, o que levou o julgamento a ser suspenso por pedido de vista.
Segundo o MST, a lei favorece grandes proprietários ao regularizar imóveis com desconto, o que, na visão do movimento, prejudica assentamentos de famílias. A coordenação do MST afirma existir impacto significativo sobre áreas da região do Pontal do Paranapanema.
Ainda conforme o MST, a estimativa é de que até 500 mil hectares da região oeste do estado possam ser destinados a assentamentos agroflorestais e agroecológicos, com reflorestamento e potencial para atender cerca de 100 mil famílias.
Entre as propostas, o MST pediu financiamento para ampliar agroindústrias da agricultura familiar, incluindo iniciativas como fruticultura e uma linha de sorvete chamada Gelado do Campo. A intenção é gerar renda adicional para as famílias rurais.
Além disso, o grupo apresentou a ideia de reformular o crédito agrícola, priorizando o FEAP (Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista) para projetos de agricultura familiar e assentamentos voltados à produção de alimentos.
Outra sugestão envolve a criação de sacolões em periferias da capital paulista, com subsídios estatais provisórios de 30% a 40% para reduzir o consumo de ultraprocessados entre crianças. O objetivo é promover alimentação mais saudável.
O MST também pediu a criação de um departamento de cooperativismo, possivelmente ligado ao Itesp, para oferecer assistência técnica aos produtores. Um plano de reflorestamento foi apresentado para recuperação de áreas degradadas no estado.
O pré-candidato Haddad solicitou o envio de um documento formal com as propostas para análise. Segundo o MST, a reunião foi considerada positiva, possivelmente uma das melhores realizadas com Haddad recentemente.
O Poder360 procurou Tarcísio de Freitas para comentar as críticas à lei e ao processo no STF, mas não houve resposta até a publicação. A reportagem será atualizada com novos posicionamentos.
A reportagem também solicitou uma manifestação de Haddad sobre o encontro, sem resposta até o fechamento deste material. A atualização será publicada quando houver novo esclarecimento.
Entre na conversa da comunidade