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RJ apresenta evidências de caminho para narcoestado no Brasil

Novas prisões sugerem infiltração do crime no governo do Rio, sinalizando domínio de redes criminosas sobre Legislativo e Executivo.

Vinicius Torres Freire
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  • Prisões recentes envolvem o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, aliado de Cláudio Castro, além de Adilson Oliveira Coutinho Filho e o pastor Márcio Poncio, ligados a operações de lavagem de dinheiro, tráfico e jogo do bicho.
  • A polícia aponta infiltração do crime no Executivo e no Legislativo fluminense, com vínculos a facções como Comando Vermelho, Terceiro Comando Puro e Amigo dos Amigos, indicando alcance além do estado.
  • Bacellar atuava como secretário de Governo e presidiu a Alerj entre 2023 e 2025; figura disputava o governo estadual pelo União Brasil/PL.
  • TH Joias, deputado estadual, foi preso após envolvimento com o tráfico; segundo a polícia, ele associou-se a facções para nomear apadrinhados na Alerj e movimentar valores de lavagem de dinheiro.
  • Ministério público e polícia mencionam que dezenas de deputados estaduais teriam recebido mesadas de bicheiros; diversos secretários de Cláudio Castro já foram afastados ou investigados.

O Rio de Janeiro vive novo avanço nas investigações que apontam para a influência de organizações criminosas no governo estadual. A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, além de outras nhậncias ligadas ao jogo do bicho e ao crime organizado. A operação mira a relação entre tráfico, lavagem de dinheiro e atuação de políticos.

Segundo apurações, Bacellar já havia sido secretário de Governo na gestão anterior e foi presidente da Assembleia Legislativa de 2023 a 2025. Mesmo figura pública, ele foi preso sob suspeita de facilitar a ação de grupos criminosos no Executivo e no Legislativo, conforme relato oficial da PF.

Entre os detidos desta quinta, destacam-se Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, considerado operador de caça-níqueis e de lavagem de dinheiro para o crime organizado, e o pastor Márcio Poncio, ligado a atividades empresariais e familiares que voltaram aos holofotes após prisões.

A investigação aponta que o crime organizado atuaria em múltiplos níveis da política fluminense, incluindo suposto repasse de recursos para políticos e a nomeação de pessoas ligadas a facções em cargos da Alerj. Relatos da PF mencionam ainda que dezenas de deputados estariam envolvidos com “mesada” de bicheiros.

Envolvidos e desdobramentos

Além de Bacellar, a PF também citou a participação de outros secretários ligados ao governo estadual de Cláudio Castro, já sob investigação por corrupção ou por vínculos com grupos criminosos. Um desembargador chegou a ser preso em etapas anteriores, ampliando o mosaico de casos ligados ao crime organizado no estado.

As apurações indicam que o Comando Vermelho, o Terceiro Comando Puro e o Amigo dos Amigos estariam entre as facções associadas às atividades ilícitas que cruzam Legislativo, Executivo e judiciário. A investigação passa a detalhar operações, planilhas de pagamento e esquemas de lavagem de dinheiro.

O tema envolve ainda uma conexão com o cenário nacional, já que o caso tem ligações com o Centrão e com o partido do senador Flávio Bolsonaro. As autoridades destacam que o panorama é complexo, com possível infiltração de organizações criminosas em diferentes esferas do poder.

O Ministério Público e a Polícia Federal afirmam seguir avançando nas apurações para esclarecer responsabilidades, impactos financeiros e a extensão das ligações entre crime organizado e governança pública. O conjunto de evidências continua em análise para consolidar o conjunto probatório.

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