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Serviço Secreto dos EUA ignorou 102 alertas sobre atirador antes do ataque a Trump

Relatório de inspetor-geral aponta falhas de troca de informações e do sistema de drones do Serviço Secreto durante o comício na Pensilvânia, após não receber 102 alertas sobre atirador

Trump é auxiliado por agentes do Serviço Secreto após disparos de tiros durante um comício de campanha em Butler
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  • O Serviço Secreto dos EUA não recebeu 102 transmissões de rádio locais sobre o atirador no comício de 2024 em Butler, Pensilvânia, por não ter criado uma sala de comunicações conjunta com autoridades locais.
  • O órgão teve apenas cinco ligações e três mensagens de texto sobre Thomas Crooks, sem alertar a equipe de proteção do presidente.
  • Crooks abriu fogo, foi baleado e morto; um transeunte morreu e Donald Trump foi atingido na orelha por uma bala.
  • O relatório aponta que Crooks fez um drone sobrevoar a área horas antes e que o sistema de combate a drones estava inoperante, operado por um único operador sem treinamento adequado.
  • O Serviço Secreto disse concordar com as recomendações do inspetor-geral e afirmou que várias medidas já foram implantadas; o documento integra investigações sobre falhas de segurança no evento.

O Serviço Secreto dos EUA ignorou 102 alertas de rádio locais sobre o atirador que tentou assassinar o presidente Donald Trump durante um comício em Butler, Pensilvânia, em 2024. A associação de fiscalização aponta falhas na troca de informações e na segurança durante o evento. O relatório foi divulgado nesta quinta-feira pelo inspetor-geral do Departamento de Segurança Interna.

Segundo o documento, o Serviço Secreto não tinha conhecimento das transmissões porque não havia estabelecida uma sala de comunicações conjunta com autoridades locais. O atendimento envolveu apenas cinco ligações e três mensagens de texto sobre o suspeito, identificado como Thomas Crooks.

Crooks abriu fogo no palco enquanto Trump discursava; um transeunte morreu e outras pessoas ficaram feridas. O presidente foi atingido por uma bala que raspou a orelha. Crooks foi baleado e morto pelas forças de segurança durante a ação.

O relatório destaca falhas no compartilhamento de informações e na identificação de vulnerabilidades de linha de visão, que poderiam ter permitido ações preventivas. Também aponta que Crooks operou um drone sobrevoando a área horas antes do disparo.

O documento afirma que o drone não foi detectado porque o sistema de combate a drones estava inoperante. O operador do sistema era único, com treinamento inadequado, e demorou horas para tentar resolver o problema, durante o qual o drone realizou um voo de quase nove minutos sem detecção.

O Serviço Secreto afirmou concordar com as recomendações do inspetor-geral. Segundo a agência, muitas medidas já vinham sendo identificadas e foram implementadas como parte de reformas contínuas. O relatório é o mais recente de uma série de investigações sobre falhas de segurança no evento.

Repercussão institucional

Especialistas ouvidos pela imprensa destacam a importância de melhorar a integração entre autoridades federais e locais. Autoridades federais ressaltam que as recomendas foram recebidas e estão sendo implementadas como parte de ajustes operacionais.

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